Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Venham mais cinco (José Afonso)


Há tempo que não se ouvia no blogue uma canção do grande cantor José Afonso. E fica logo no ouvido, não acham?

VENHAM MAIS CINCO

Venham mais cinco,
duma assentada
que eu pago já
do branco ou tinto,
se o velho estica
eu fico por cá

Se tem má pinta,
dá-lhe um apito
e põe-no a andar
De espada à cinta,
já crê que é rei
d'aquém e além-mar

Não me obriguem
a vir para a rua
gritar
que é já tempo
d' embalar a trouxa
e zarpar

A gente ajuda,
havemos de ser mais
eu bem sei
Mas há quem queira,
deitar abaixo
o que eu levantei

A bucha é dura,
mais dura é a razão
que a sustém
Só nesta rusga
não há lugar
prós filhos da mãe

Bem me diziam,
bem me avisavam
como era a lei
Na minha terra,
quem trepa
no coqueiro
é o rei

José Afonso



quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Um desenho de Michel Ribeiro


Um rapaz de olhos fechados a ouvir música, muito concentrado, à vontade... Um desenho de Michel Ribeiro.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Cavalinho, cavalinho (Fausto)


O poema é de Matilde Rosa Araújo e a música e a voz são de Fausto:


CAVALINHO, CAVALINHO

Cavalinho, cavalinho
Que baloiça e nunca tomba;
Ao montar meu cavalinho
Voo mais do que uma pomba!

Cavalinho, cavalinho,
De madeira mal pintada:
Ao montar meu cavalinho
As nuvens são minha estrada!

Cavalinho, cavalinho
Que meu pai me ofereceu:
Ao montar meu cavalinho
Toco as estrelas do céu!

Cavalinho, cavalinho
Já chegam meus pés ao chão:
Ao montar meu cavalinho
Que triste meu coração!…

Cavalinho, cavalinho
Passou tempo sem medida:
Tu continuaste baixinho
E eu tornei-me tão crescida.

Cavalinho, cavalinho
Por que não cresces comigo?
Que tristeza, cavalinho,
Que saudades, meu Amigo!

Matilde Rosa Araújo

De O Livro da Tila




sexta-feira, 29 de novembro de 2019

O melhor presente (Luísa Sobral)



O MELHOR PRESENTE

Meu amor
Ainda és tão pequenino
Mas o que eu cá dentro sinto
Já é maior que o mundo

E quando à noite
Te sentires sozinho
Eu pego na guitarra
E canto baixinho

Vou-te encher de beijos
Assim que te vir
Vou-te ter nos meus braços
De lá não vais sair

Vou-te encher de beijos
Ver-te adormecer
Quero tanto
Te conhecer

Meu amor
Não prometo perfeição
Farei o que sentir
O que disser o coração

Se mesmo assim
Pensares que errei
Um dia verás que foi
Para teu bem

Vou-te encher de beijos
Assim que te vir
Vou-te ter nos meus braços
De lá não vais sair

Vou-te encher de beijos
Ver-te adormecer
Quero tanto
Te conhecer

Se olhares para mim
Como olho para a minha mãe
Saberei no fim, que acertei
Bem mais que errei

Vou-te encher de beijos
Assim que te vir
Vou-te ter nos meus braços
De lá não vais sair

Vou-te encher de beijos
Agora que te conheci
Quero tanto
Cuidar de ti




sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Uma rapariga russa canta uma canção portuguesa


Саида Мухаметзянова (Saida Mukhametzyanova) é uma jovem russa, da República do Tartaristão, que canta nesta vídeo uma canção portuguesa, em português, e faz muito bem. No fim ouve-se a letra na língua materna desta rapariga.


CANÇÃO DO MAR

Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Nao vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Nao vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Compositores: Francisco Trinidade / Joaquim Brito


A República do Tartaristão (em russo: Республика Татарстан, tr. Respublika Tatarstan; em tártaro: Татарстан Республикасы) é um membro da Federação da Rússia, sendo uma de suas 85 subdivisões. Sua área é de 67 800 km² com uma população de 3 768 580 habitantes (2009). Sua capital é a cidade de Cazã.

(Wikipédia)


Localização da República do Tartaristão na Rússia



sexta-feira, 10 de maio de 2019

Delicada da cintura (Vitorino)


Canção popular recolhida pelo Grupo de Cantadores do Redondo e adaptada pelo cantor Vitorino, que canta. Tão bonita!

Redondo é uma vila alentejana, que fica no distrito de Évora.


DELICADA DA CINTURA

Delicada da cintura
Como a palha do centeio,
tu é que és a criatura
Por quem eu tanto vareio.

Os olhos do meu amor
são duas azeitoninhas,
fechados são dois botões
abertos duas rosinhas.

Eu gosto dos figos lampos,
da figueira rebeldia,
gosto das moças do campo,
olha a minha simpatia.

Nas ondas do meu cabelo
vou-me deitar a afogar,
é p'ra que saibas amor
que há ondas sem ser no mar.


Redondo


quinta-feira, 2 de maio de 2019

O nosso grande sucesso musical! "As cores, as cores, estão nas plantas..."

Fotografia de Olivia Bee

Eu não gosto muito desta canção, mas muitos alunos adoram: "As cores, as cores, estão nas plantas, estão nas flores..."

E hoje temos a versão original da canção. Reparem. Há alguma coisa diferente nela? Canta Marcelo Serralva.






terça-feira, 23 de abril de 2019

Conta-me um conto (Canto Décimo)



CONTA-ME UM CONTO

Refrão
Conta-me um conto
Conta-me um conto
Conta, conta, conta, conta
(bis)

Abracadabra
Bruxa malvada
Asas morcego
Pé de cabra

Faz um feitiço
Leva sumiço
Cruzes e figas
Num caniço

Bela princesa
Corte encantada
Toc que toc
Minha fada

Boa madrinha
Faz-me um soninho
Corre que corre
Cavalinho

Refrão
Conta-me um conto
Conta-me um conto
Conta, conta, conta, conta
(bis)

Zascatrapás
Bicho agoirento
Raios e trevas
Para trás

Cobras lagartos
Num alçapão
Bichos e medos
Num caldeirão

Príncipe lindo
De encantamento
Ai, dá-me um lindo
Casamento

Espada luzente
Na barca bela
Pisca que pisca
Minha estrela

Refrão
Conta-me um conto
Conta-me um conto
Conta, conta, conta, conta
(bis)

(BiblioBeiriz)





terça-feira, 9 de abril de 2019

Na machamba (João Afonso)


João Afonso é um cantor português que nasceu em Moçambique, na África. Eu acho que vão gostar desta canção dele. Reparem nesse "cheirinho" africano da música. Acho que dá para vocês cantarolarem depois de a ouvirem.

Ah, esquecia-me. E o título? Machamba é uma palavra do suaili, que significa 'terreno agrícola'.

Vamos clicar aqui para ouvir a canção.




NA MACHAMBA

Mariana Maria Madalena
Mariana Maria Madalena
Por ti meu amor dou dois xi-coração
Por ti meu amor dou dois xi-coração
Mariana Maria Madalena
Mariana Maria Madalena
Por ti meu amor dói-dói meu coração
Por ti meu amor dói-dói meu coração

Desde que você foste embora
sono não tem, não não não
acorda na madrugada
o galo cantando co ri cô cô
nos olhos sono que pesa
maningue saudade no coração
nos olhos sono que pesa
maningue saudade no coração

Mariana Maria Madalena
Mariana Maria Madalena
Por ti meu amor dou dois xi-coração
Por ti meu amor dou dois xi-coração
Mariana Maria Madalena
Mariana Maria Madalena
Por ti meu amor dói-dói meu coração
Por ti meu amor dói-dói meu coração

Pé no cacimba vou na machamba
sem matubixo
panela de mangungu não tem
chicafo, não não não
Ô ô i ô Maria meu amor
quando qu´eu zangou
eu tinha era só babalaza
quando qu´eu zangou
eu tinha era só babalaza

Mariana Maria Madalena
Mariana Maria Madalena
Por ti meu amor dou dois xi-coração
Por ti meu amor dou dois xi-coração
Mariana Maria Madalena
Mariana Maria Madalena
Por ti meu amor dói-dói meu coração
Por ti meu amor dói-dói meu coração




sexta-feira, 5 de abril de 2019

Terra (Marta Pereira da Costa)



Descobri esta guitarrista portuguesa, Marta Pereira da Costa, há pouco num programa de uma rádio espanhola.

Marta Pereira da Costa é a primeira e única guitarrista profissional de Fado a nível Mundial.

Começou a tocar piano aos 4 anos, e a partir dos 8 estudou guitarra clássica. Mais tarde aos 18, por influência do pai, inicia-se na Guitarra Portuguesa pela mão de Carlos Gonçalves, guitarrista de Amália Rodrigues. Começou então a frequentar o Clube de Fado, em Lisboa, onde privou com mestres como Mário Pacheco e Fontes Rocha e acompanhou diversos fadistas que por lá actuaram, destacando Rodrigo Costa Félix, Maria Ana Bobone, Maria da Nazaré, Carlos Zel, Mafalda Arnauth, entre muitos outros.


(Continua em Museu do Fado)




sexta-feira, 15 de março de 2019

Este é o som da guitarra portuguesa


Há vários alunos na turma de 1º AD que tocam viola, como se diz em português, Claudia, o Adrián e o Óscar. O instrumento típico e característico do país vizinho é a guitarra portuguesa.

Neste vídeo, Diogo Mendes conta-nos como é que se toca este instrumento. Alguns conselhos para começar... Assim praticam também a audição. Vejam lá o que conseguem perceber das palavras deste músico.




Guitarra Portuguesa: Ricardo Araújo - Balada de Coimbra - José Elyseu, Arranjo: Artur Paredes




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Inês (Luísa Sobral e António Zambujo)


Alguém sabe que dia é hoje? Cantam Luísa Sobral e António Zambujo. A Luísa vocês já conhecem.


INÊS

Luísa
Todo o poeta ou escultor
Todo o actor ou escritor
Sonha um dia amar assim
Sonha ter alguém para si

António
Todo o cantor, compositor
Largava tudo por este amor
Por um dia amar assim
Por um beijo num banco de jardim

Luísa
Mas o amor não é para qualquer um
Ser artista não é uma vantagem
Os artistas amam um dia
Vendo amor apenas de passagem

António
Quando o poeta sentir a dor
Da mais antiga história de amor
Só então vai entender
Porque Inês amou até morrer

Os dois
Mas o amor não é para qualquer um
Ser artista não é uma vantagem
Os artistas amam um dia
Vendo amor apenas de passagem...




segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Bom dia, Marcelo (Vitorino)


O cantor alentejano Vitorino canta a um burrinho chamado Marcelo, tão carinhoso...

Vitorino também cantou para nós João, onde aprendíamos muitas palavras com o ditongo -ão:

"Vamos lá praticar o ditongo nasal "ão" com o João!"



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

É preciso que eu diminua (Samuel Uria + Duda)



Teledisco do tema "É preciso que eu diminua" retirado do álbum "Carga de Ombro" (2016) de Samuel Úria.


É PRECISO QUE EU DIMINUA

Já não caibo numa casa
Onde o espaço é todo meu
Não são obras que me salvam
Eu só sei crescer

Durmo de janela aberta
Tenho os braços no estendal
Eu podia acenar-vos
Mas só sei crescer

Leio o topo da estante
Tudo livros de engordar
E eu preciso abreviar-me
Mas só sei crescer

Qualquer palmo que me meça
É de mão sem cicatriz
O que eu sou é largo de ossos
Pois só sei crescer

Eu só me caibo cá dentro
Mas bato no peito
Por estar com meu ar rarefeito
Eu inicio o discurso
Citando o sujeito
Primeira pessoa é preceito

Eu nem cá dentro me caibo
Pois bate a cabeça no teto
E cai na travessa
Eu já calei o discurso
Que a língua tropeça
Mas o gigantismo amordaça

Eu já invento virtude
No pico não peco
Lá em baixo ficava marreco
Estou tão em-mim-mesmado
É tiro ao boneco
Gigante barrado no beco

Eu já não sei inventar-me
É só mais do mesmo
Fermento em massa de autismo
Eu nem de mim já me pasmo
Há mar e marasmo
Há ir e voltar aforismo

Mas eu só sei crescer

E vejam como canta a canção que  acabaram de ouvir este miúdo, o Duda.





terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Escalas em guitarra portuguesa (simples)


Para alunos que estudam música, que tocam viola (a nossa "guitarra"). A guitarra portuguesa tem um som bem diferente da nossa.




sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Cantiga de embalar a minha mãe (Clã)





Os Clã são um grupo musical português:


CANTIGA DE EMBALAR A MINHA MÃE

Dorme bem
ó minha mãe
também mereces descansar
fecha os olhos
baixa as mãos
agora é hora de voar

Mãe menina
já a noite diz vem

Eu te guardo
com um beijo
e por magia te protejo
eu te embalo
te abençoo
ponho os meus olhos no teu voo

Mãe menina
em sonhos te buscarei
eu sei


Disco Voador (2011)





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Bárbara Rosinha (Vitorino)



BÁRBARA ROSINHA

Um dia vi uma princesa
No jardim das luas, sedas e arminho
Montou num cisne azul do mar
E disse-me baixinho:
- "Não há segredo no passar
O domingo nas nuvens
Doiradas ao Sol pôr...
- Ai vem, Bárbara dos trovões
Pega numas asinhas,
Vamos passear..."

Voámos, pelo arco-íris
Fizemos festinhas, ao beija-flor dos campos
Trocámos muitas campainhas
No vale dos pirilampos...
Passou por nós um anjo rosa
"Adeus, adeus Rosinha
No céu azul sem fim..."
- "Vou ter, com os meus anõezinhos
Que dão um sopro mágico,
No meu zeppelin..."

Vitorino



quinta-feira, 22 de março de 2018

Meu peixinho vermelho (João Lóio)


Na passada quinta-feira, dia 1, estávamos a rever a matéria para o exame de português do dia 5. Quer dizer, era a última aula antes desse dia. E o que pediu a aluna Alba, da turma de 1º D? Ela queria saber se íamos ouvir alguma canção. O que acham? Parece que isso era mais agradável do que rever matéria... Amanhã é o último dia de aulas deste período e hoje, quinta-feira, é o nosso último dia de Português nesta turma. Hoje, sim, podemos ouvir uma canção, dedicada para a Alba, que deve estudar mais um pouco e falar menos, acrescento eu.


MEU PEIXINHO VERMELHO

Tanto mar
e tão só.
Eu aqui
E tu tão só.

Andas de um lado pró outro
à procura de quê?
Pareces a letra A à procura do B.

Tanto mar
e tu aí.
Tanto rio
chama por ti.

Nesse frasquinho de vidro
de cá para lá
ficas tão pequenino a dizer-me olá.

Mas se
fosses faneca ou carapau
linguado ou biqueirão
truta de rio ou um salmão
meu peixinho vermelho
tinhas todo o mar à mão.

Fosses faneca ou carapau
linguado ou biqueirão
truta de rio ou um salmão
meu peixinho vermelho
também tens um coração.



Fotografia de Aquastar71



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os dias da semana - Panda vai á Escola



Às vezes, omite-se a palavra "feira" dos cinco primeiros dias da semana (segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira), como podem comprovar nesta canção:

às segundas eu fico a trabalhar

às terças eu fico a preguiçar

às quartas não me sinto preparado, penso em trabalho e já me sinto cansado

às quintas é feriado

às sextas eu fico enjoado

ao sábado é para passear

o domingo é para descansar




sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Meu amor anda sempre de barco (João Lóio)


O disco é de João Lóio, mas as vozes nesta canção são de Maria Luís França, Elisabete Moura, Regina Castro, Rui Barros Silva, Guilhermino Monteiro e o próprio João Lóio.

Letra, musica, orquestração e direcção musical de João Lóio.

MEU AMOR ANDA SEMPRE DE BARCO

Meu amor anda sempre de barco,
se anda de barco, ele é marinheiro.

Meu amor traz um remo no ombro,
se traz um remo, é remador.

Meu amor leva a rede do braço,
se leva a rede, ele é pescador.

Meu amor faz um sonho na praia,
se faz um sonho, é sonhador.

Meu amor traz ondas no cabelo,
se traz as ondas, é bicho do mar.

Meu amor adormece na areia,
se ele dorme, é conchinha do mar.

Meu amor traz a lua no peito,
se traz a lua, ele é bicho da noite.

Meu amor prega o seu corpo ao meu,
se ele prega, ele é pregador.

Meu amor tem um riso tão branco,
se ele é branco, é da espuma do mar.

Meu amor cerra os lábios aos meus,
se ele serra, ele é carpinteiro.

Meu amor vem andando na onda,
se vem na onda, é peixinho do mar.

(...)