Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"Papai Noel, eu quero que minha família seja feliz"

 [Entrega de Presentes de Natal feita pelo Papai Noel dos Correios, no Conjunto Ceará. Fortaleza]

"Papai Noel, eu quero que minha família seja feliz", foi o pedido de uma destas meninas. A fotografia é de Iana Soares.

Como podem ver, no Nordeste brasileiro há muito sol e poucas nuvens, no Natal, e neve, nem por sombras! Porquê? Porque lá é verão! No Brasil o verão é de dezembro a fevereiro porque este país fica no hemisfério sul.

Se os meninos brasileiros pedem os presentes ao Papai Noel, os portugueses pedem-nos ao Pai Natal. E nós pedimo-los aos Reis Magos. Bom, tanto faz, não é?


Com esta simpática fotografia, despedimo-nos até ao regresso no dia 9 de janeiro de 2012.

Mais um ano, meninos e meninas. Não deixem de estudar um bocado e não se esqueçam de ler nem de visitar este blogue, que é vosso.

Aqui há muita coisa para ler, façam o favor de clicar: Leituras. Ah, podem explorar também as etiquetas das músicas: portuguesa, brasileira e africanas, a música mais recente: Mar azul, publicada ontem, dia 21.. E há muitas etiquetas mais!


Boas Festas e Feliz Ano Novo
para todos!



Fotografia de Mário Silveira



João Pequenito


É um bocado comprido este conto? Alguém vai tentar lê-lo todo? Nas férias do Natal há muito tempo para muitas coisas...


Havia noutros tempos um homem que tinha três filhos e como fossem muito pobres disse-lhes um dia: “Meus filhos, é tempo de ir correr mundo em busca de fortuna, porque eu nada tenho que lhes deixar quando morrer”. Então os filhos despediram-se do pai e partiram para muito longe, indo ter à corte de um rei turco muito mau. Logo que ali chegaram pediram agasalho por aquela noite; o rei mandou-os entrar no palácio e como ele tinha três filhas mandou que deitassem os três rapazes nas camas das filhas e que lhes pusessem na cabeça umas carapuças de prata, que eram para quando eles estivessem a dormir lhes ir cortar as cabeças.

Lá pela noite adiante o rapaz mais novo que se chamava João Pequenito (apelido que lhe puseram por ele ser muito baixinho) levantou-se e tirou a carapuça da cabeça e das cabeças dos irmãos; pô-las nas cabeças das filhas do rei e fugiu do palacio e mais os irmãos, escapando assim à morte.

O rei turco, de noite, foi para matar os rapazes e matou as filhas, julgando serem eles quem matava.

Quando os rapazes ja iam muito longe, disse o João Pequenito: “Agora é preciso separarmo-nos e cada qual busque a sua vida”. O João Pequenito foi ao palácio de certo rei e pediu para que o tomassem para criado; o rei nomeou-o seu jardineiro e ele de tal maneira se soube haver que o rei estimava-o mais que todos os outros criados. Entre estes começou a reinar muita inveja a pontos de irem dizer ao rei que o João Pequenito tinha dito que era capaz de ir furtar uma bolsa de moedas que o rei turco tinha debaixo da cabeceira. Chamou o rei o João Pequenito e disse-lhe o que os criados tinham dito e ele respondeu que sim, que iria, e disse mais: “Mande-me Vossa Majestade dar um navio para eu ir à corte do rei turco e verá de quanto eu sou capaz”.

Foi o João Pequenito; subiu pela parede do palácio do rei turco, entrou pela janela e quando o rei dormia tirou-lhe a bolsa debaixo do travesseiro e fugiu.

O papagaio do rei turco começou a gritar: “Ó rei, olha que o João Pequenito leva a tua bolsa de moedas”. O rei foi ver à janela, mas ele já ia longe; o rei ainda lhe perguntou:

–Tornarás cá, Pequenito?
–Tornarei, tornarei.

E foi todo contente levar a bolsa ao rei seu amo.

Passados dias foram dizer ao rei que o João Pequenito dissera que era capaz de ir furtar a coberta de campainhas que o rei turco tinha na cama. De novo é o Pequenito interrogado e lá volta à corte do turco, furta a coberta e foge. O papagaio do rei turco gritava: “Ó rei, ó rei, olha o Pequenito que leva a tua coberta de campainhas”. O turco foi à janela e perguntou:

–Tornarás cá, Pequenito?
–Tornarei, tornarei.

Chegou o Pequenito ao palácio de seu amo com a coberta e o rei de cada vez estava mais agradado dele por ver a sua valentia.

De novo os criados foram dizer ao rei que o Pequenito dissera que era capaz de ir furtar o papagaio do rei turco. O Pequenito, logo que isto soube, aprontou-se e foi. Furtou o papa-gaio e este gritava pelo caminho: –“Aqui d’el-Rei, que furtado me levam”.

Chegado o Pequenito ao palácio novos tra-balhos o esperavam. Disseram ao rei que o pequenito dissera que era capaz de furtar o rei turco e de o trazer para o palácio. Então o rei disse-lhe: “Se tu fores capaz de me trazer aqui o rei turco, casarás com a princesa minha filha”. O Pequenito respondeu: “Dê-me Vossa Majestade um exército de homens e alguns navios e verá de quanto é capaz o Pequenito”.

Aprontou-se tudo e o Pequenito arranjou uma grande dorna e foi ao palácio do turco e quando ele estava a dormir envolveu-o na roupa da cama; desceu com ele pela janela, meteu-o na dorna e à frente do exército lá o levou para a corte do rei seu amo. Este quis logo que o Pequenito casasse com a sua filha; fizeram-se grandes festas e o Pequenito mandou ir para o palácio o seu pai e irmãos, dando-lhes altos cargos na corte. E assim acaba esta história.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ténis (desporto) e ténis (calçado)


Olhem a bonita collage, ou colagem, que fez o artista português Carlos Quitério. Intitula-se Tenista, claro. O jogo chama-se ténis, não há problema; e diz-se jogar ténis, sem preposição nem contração.

Quando estudamos as peças de vestuário, e vemos os ténis, há sempre alunos a perguntarem como é que se diz o desporto. Olhem como é fácil: diz-se ténis. Mas se eu preciso de certo género de calçado, posso dizer assim:  "Vou comprar uns ténis porque preciso deles para fazer desporto", ou "porque gosto deles para o dia a dia". (Os ténis são "uns sapatos desportivos, em lona ou material semelhante e com sola de borracha.")

Como todos devem saber, o desporto do ténis, e muitos outros desportos provêm da Inglaterra e daí esses nomes: futebol (football),  basquetebol (basketball), andebol (handball), e por aí fora.




Vários modelos de ténis



Mar azul (Cesária Évora)



Mais música e mais África, agora na voz de uma cantora cabo-verdiana, Cesária Évora, que morreu no sábado passado. O mais provável é que vocês não conheçam esta cantora, mas dou-vos um conselho: façam o favor de ouvir esta música, e reparem no vídeo.

Cesária Évora cantava em crioulo cabo-verdiano. O cabo-verdiano é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa, a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo.

MAR AZUL

O... Mar, detá quitinho bô dixam bai
Bô dixam bai spiá nha terra
Bô dixam bai salvá nha Mâe... Oh Mar
Mar azul, subi mansinho
Lua cheia lumiam caminho
Pam ba nha terra di meu
São Vicente pequinino, pam bà braçá nha cretcheu...
Oh... Mar, anô passá tempo corrê
Sol raiá, lua sai
A mi ausente na terra longe... O Mar


O mar da ilha de São Vicente (Fotografia de  Eric Tavares & Dani Macie)


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Lista de alunos de 2º e as suas palavras preferidas


 Fotografia de Wagner Mello

Esta é a lista dos participantes no Concurso da palavra preferida dos alunos de 2º da ESO da nossa Escola. 

Entre eles vamos fazer o sorteio de dois discos do grupo Os Mutantes. Quando? Amanhã, quarta-feira, dia 21, à 1ª hora, na sala de aula da turma de 2º D.

(Lamento, mas o livro de que aqui falei, não aparece agora. Perdeu-se na minha biblioteca e é por isso que em vez de um disco, são dois)



2º C
Nuria Ruiz Seguro — frigideira
Alfonso Sánchez — autocarro
María Sampedro Sánchez — óleo
Carmen Cordero Garcia — cumprimentar
Álvaro Carrasco Perez — equipa
Ana — beata
Miguel — óptimo

2º B
Carlos Sánchez — vermelho
Elisa Alonso — verde
Sergio — fortuito
Pilar Rayo Pereira — borracha
Claudio — sozinho
Joaquín Rodriguez Gaete — borracha
Pilar Ortiz — morango
Francisco Javier Macias — estojo

2ºD
Nuria — borboleta
Pablo Kubicki — açougue
Alberto Mateos — castanha
Álvaro —  saudade
Adrián — garfo
Jonathan — saxofone
Alba Caldito Ramos — borracha
Belén — feitiço


Morrer em Zanzibar (João Afonso)





MORRER EM ZANZIBAR

As Histórias que contavas lá da aldeia
a bola no telhado da vizinha
o branco no amarelo da eira
e a calça sem bainha

A varanda e a calça sem bainha
a semana
na baía a pesca à linha
a vizinha, o que querias da montanha

Que pensamento querias da montanha
fugiste um dia p´ra Kilimanjaro
seria o jeito sábio dum cocoana
a falar sob um céu claro

a marimba, a falar sob um céu claro
a madeira, de pau preto um aparo
a montanha
vou de boleia em boleia

Agora vou de boleia em boleia
agora vou voltar a ser menino
parar, ouvir silêncios sobre a areia
visitar-te em S. Francisco

Sobre a areia, visitar-te em S. Francisco
lua cheia
a subir tudo o que lembro
a gavinha, numa noite de dezembro

Deixaste o sol na praia de Inhambane
no cais da ponte o dia do vapor
amigos que p´ra longe a pátria bane
num retrato de esplendor

Ventoinha, num retrato de esplendor
cazuarina, quinino saga e calor
a cantina
com o sabor, o leitor

e fico com o sabor das leituras
percorro a vossa esteira pelo mar
com um baú de histórias de aventuras
vou morrer em Zanzibar



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Algumas profissões na Aldeia da terra em Arraiolos



 







Isto é a Aldeia da terra, em Arraiolos, "feita e barro e bom humor". O amigo Javier fez uma visita e lá tirou umas fotografias. Agradecemos o envio.

Quantas profissões há nestas fotos? Conhecem as palavras todas?



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Gritar de felicidade com a música (Pedro Hamdan)


"Das 100 coisas que todo corredor deveria fazer", diz-nos o ilustrador brasileiro Pedro Hamdan, uma delas é gritar de felicidade quando a nossa música preferida tocar no iPod.




Esta é uma velha canção composta pelo grande compositor brasileiro Tom Jobim e que canta Astrud Gilberto:


ÁGUA DE BEBER

Eu quis amar, mas tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração

Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará

Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abri todas as portas do coração

Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará

Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração

Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará




 




Contos de natal escritos por meninos


Sim, contos de Natal escritos por meninos, mais pequenos do que vocês, como podem ver. São muito simples e não há problemas de vocabulário.

Escrito pela Catarina Querido, 9 anos, Lisboa:

O Chocolate de Natal

Olá, eu nasci numa manhã de Dezembro. Tinha a forma de um Pai Natal e percebi logo que o Natal se aproximava. Numa carrinha levaram-me para um supermercado, onde me puseram numa prateleira ao pé de chocolates iguais a mim. Uma menina, que se chamava Sara, pegou em mim e levou-me para sua casa.
Comeu-me na noite de Natal com os seus amigos e amigas...
E assim foi a minha vida, a vida que qualquer chocolate pode ter.


Escrito pela Cíntia Alberto, 7 anos, Alto do Seixalinho:

Era uma vez uma menina chamada Joana que vendia pensos. E ela era muito pobrezinha e no Natal não tinha prendas. Ela não podia ir à escola porque tinha de ir trabalhar.
A Joana era muito boazinha e toda a gente gostava muito dela, mas um dia a Joana estava a trabalhar e o Pai Natal também gostava muito dela e o Pai Natal foi lá para ir lá por os presentes.
Estava ela quase a fechar os olhos quando ouviu um barulho, foi ver, era o Pai Natal.
Pois o Pai Natal se tinha mostrado àquela menina porque ela era muito boazinha e era muito pobrezinha e porque o sonho dela era ver o Pai Natal em carne e osso.
O Pai Natal também ficou muito contente por a conhecer e também por ver o sorriso da menina a brilhar outra vez.
E a menina ficou maravilhada por conhecer o Pai Natal.


Escrito pela Winnie Vanessa, 10 anos, Aveiro:

Era uma vez uma menina chamada Marta. A Marta escreveu uma carta ao Pai Natal.
Sabem o que aconteceu... O Pai Natal esqueceu-se da Marta.
Ela estava tão triste que nem foi as aulas. No dia seguinte a professora perguntou-lhe por que não tinha ido às aulas. E ela contou-lhe o que se passava. A professora riu-se e ao mesmo tempo mexeu na mochila.
O que será?
Era um presente.
Ela ficou tão feliz!

(Fonte: Site Júnior )

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Amigo (Alexandre O'Neill)




AMIGO

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa! 


Alexandre O'Neill 

Novas datas para intercâmbio escolar


Como já foi dito na sala de aula, por diversas circunstâncias as novas datas para o intercâmbio escolar da nossa Escola con a EBI "João Roiz de Castelo Branco" de Castelo Branco são as seguintes:

A nossa visita a Castelo Branco: dias 16 a 20 de abril de 2012.

A visita da EIB João Roiz a Badajoz: dias 14 a 18 de maio.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cuidado com as costas!


Repara bem nestes conselhos que aparecem num livro de língua portuguesa do 8º ano (equivalente, por idade, ao 2º de ESO espanhol).

Como é que levas a mochila com os teus livros, os teus cadernos, o teu estojo, a sandes, o pacote de sumo...? Bem? Mal?


(Retirado de Confluência, Língua Portuesa. 8º Ano. 3º Ciclo do Ensino Básico. Edições ASA) 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fórmula para conseguir bons resultados na escola



O que acham desta fórmula para ser bem sucedido na escola? De certeza, todos a conhecem, mas sempre há alunos que não a aplicam.
 

(Obrigado ao blogue Português Língua Estrangeira) pela fórmula.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Intercâmbio escolar com Castelo Branco



Como já devem saber os pais dos nossos alunos de português do 2º e do 3º anos, a nossa escola, o IES "M. Domingo Cáceres", vai fazer um intercâmbio com a EBI João Roiz de Castelo Branco da cidade de Castelo Branco no segundo período deste ano letivo.

Número de alunos que vão formar o grupo: um máximo de 20.

Datas da nossa visita a Castelo Branco: dias 6  a 10 de fevereiro de 2012.

Datas da visita da EIB João Roiz a Badajoz: dias 5 a 9 de março.


Se os pais dos alunos envolvidos nesta atividade querem saber algo da EBI "João Roiz" é só clicar no link.

A nossa escola faz parte do projeto REALCE. O que é isto?


A Rede Educativa Alentejo-Centro-Extremadura é um projeto transfronteiriço desenvolvido com fundos F.E.D.E.R. no âmbito do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriço Espanha-Portugal (P.O.C.T.E.P.).

Este projeto é dirigido a alunos e professores de Educação Secundária e do terceiro ciclo de Educação Primária, na Extremadura; e a alunos e professores de Espanhol, das escolas do terceiro ciclo do Ensino Básico, do Centro e Alentejo.

As ações educativas que serão realizadas são as seguintes:
  • Plataforma telemática
  • Comunidade de âmbito educativa
  • Laboratório Virtual de Línguas
  • Intercâmbios e encontros de alunos e professores
  • Formação de professores

Todas as ações contempladas no projeto R.E.A.L.C.E. decorrem ao longo dos anos letivos 2011/2012 e 2012/2013.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TPC para entregar no dia 7 de dezembro



Este é um pequeno TPC de pesquisa para os alunos de 2º D. O dia 1º de dezembro é feriado em Portugal. Porquê? Terá alguma relação com o nosso país?

Façam a pesquisa com o Google em português (é só clicar no link), leiam e escrevam depois três ou quatro linhas à mão. Entregam em meia folha (temos de poupar papel!) na quarta-feira próxima, dia 7.



Vai terminar o prazo da "palavra preferida"



O prazo para escreverem a vossa palavra preferida termina no dia 9 de dezembro

Haverá dois prémios. Um CD do grupo Os Mutantes e um livro com curiosidades sobre o significado dos nomes. Lamento, mas não me lembro do título.

Podem clicar no link em baixo aqueles que ainda não escreveram a sua palavra. Já sabem, é nos comentários e é só seguir as instruções. Não se esqueçam de se identificarem: digam o vosso nome e a vossa turma (2º D, 2ºB...), para além de escrever a palavra!







quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Algumas palavras em japonês


Como deve ser difícil aprender uma língua como o japonês, não acham? Por enquanto vejam os kanjis japoneses para algumas palavras portuguesas: vida, amor, deus, boa sorte, força, fortuna, harmonia, sabedoria e trabalho. O que não sabemos é a pronúncia desses caracteres, os  kanjis .

(Se alguém quiser saber mais, é só clicar no link)


 Do filme Ohayo ("Bom dia" em japonês), de Yasujiro Ozu


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lisboa e Rio Tejo em vista de pássaro



Lisboa, capital de Portugal, em vista de pássaro; pelo menos, uma parte dela, a que fica mais próxima do rio Tejo, onde nasceu a cidade. O rio Tejo nasce a 1.593 m de altitude, no local conhecido como Fuente de García, no município espanhol de Frías de Albarracín, na província de Teruel e desemboca, ou desagua, em Lisboa.

Como é bonita Lisboa! Já lá estiveram alguma vez?




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Susto (Ed Arruda)


Ed Arruda, que vive no Rio de Janeiro, é o autor destes quadradinhos (como dizem os portugueses) ou quadrinhos (como dizem os brasileiros).

Como podem ver, o menino apanha um bom susto e desenha uma casa, "mais grande"?, não, uma casa maior, é assim que se diz em português.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Baião do Tomás (Luiz Tatit)


Uma canção muito engraçada do cantor brasileiro Luiz Tatiz, que se intitula Baião do Tomás. Reparem quantos nomes de parentesco: filho, pai, avô, mãe, padrinhos, primos, tios...


BAIÃO DO TOMÁS



Quando o filho do filho do pai

Nasceu tão bem

O avô que era pai do seu pai

Foi ver o neném

Ele viu que seu filho sorria

Isso já lhe agradou

Era o filho que o filho queria

E que agora chegou

Tinha um pouco do pai

E mais um pouco do avô



Quando a mãe desse filho do pai

Teve o neném

A avó que era mãe dessa mãe

Não passou bem

Ela via que a filha sofria

Isso lhe dava dó

Mas o filho da filha trazia

Uma alegria só

Tinha um pouco da mãe

E mais um pouco da avó



Muitos tios e tias

Já davam sinais

Que queriam ser os padrinhos

Só falavam desse sobrinho

Muitos outros filhos

Dos irmãos dos pais

Os maiores e os pequeninos

Não tiravam os olhos do primo

Que dormia em paz

Sonhava com os pais

Avós dos pais

E todos ancestrais



Era tanta gente

Não acabava mais

Uns pediam passinho à frente

Tio do tio também é parente

A cidade toda

Veio ver o Tomás

Que nascera, que maravilha

O menino, filho da filha

Que dormia em paz

Sonhava que juntou

Os tios os pais

Com todos os demais



O que é uma habitação?

Fotografía de La cautiva

Muito cuidado com esta palavra, meninos e meninas! Habitação, como eu disse no outro dia na sala de aula (1º ano), é o que na nossa língua é "vivienda". Fica bem claro neste stencil de uma rua de Lisboa, não fica? Todas as pessoas têm o direito de uma habitação para poder viver, mas na realidade...

A "habitación" espanhola é o quarto português, como já sabem, e assim podemos dizer, por exemplo: -Como é o teu quarto? -O meu quarto é grande.

 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um postal de Cabo Verde


Selos de Cabo Verde


Menina da Ilha do Fogo (Fotografia de Wolfgang Schmidt)

Cabo Verde é um país de origem vulcánica que fica ao largo da costa de África Ocidental e é constituído por dez ilhas: Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia (desabitada), São Nicolau, Sal, Boa Vista, Maio, São Tiago, Fogo e Brava.

Na etiqueta Postais de África podem ver mais meninos destas ilhas africanas.




Em Cabo Verde fala-se crioulo e a língua oficial é o português.

Voltaremos a falar deste país no blogue. Por enquanto, mantenha pa Kabu Verdi! ("cumprimentos para Cabo Verde" na língua crioula).




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Voltaire e a poesia + Drummond

Um verso de Carlos Drummond de Andrade

"Um mérito inegável da poesia: Ela diz mais e em menor número de palavras que a prosa."

François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire (1694-1778)


Ilustramos estas sábias palavras do filósofo francês com uns versos do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade:


A PALAVRA MÁGICA

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vamos inventar nomes!



Há países onde a escolha de nomes próprios obedece a regras. Mas há outros em que se pode escolher ao sabor da imaginação.

No Brasil, até se podem inventar nomes, utilizando, por exemplo, sílabas do nome do pai e sílabas do nome da mãe. Aqui estão alguns casos para te inspirares:

João + Emília = Jomília

Mário + Isabel = Mariel

António + Leonor = Norante

Emílio + Daniela = Danílio

Diogo + Joana = Jody

Agora, podem tentar vocês. Inventem um nome, ou dois,  a partir dos nomes dos vossos pais...


Este é um fácil e divertido TPC para a próxima semana, meninos e meninas do 1º ano (turmas A e D).É claro que os alunos das outras duas turmas podem deixar aqui os nomes que quiserem!




Uns meninos da Guiné-Bissau




A Guiné-Bissau é um pequeno país africano em que o português é língua oficial.


Fotografias de João Francisco Moura



A Guiné-Bissau, oficialmente República da Guiné-Bissau, é um país da costa ocidental de África que se estende desde o cabo Roxo até à ponta Cagete. Faz fronteira a norte com o Senegal, a este e sudeste com a Guiné-Conacri (ex-francesa) e a sul e oeste com o oceano Atlântico. Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o Arquipélago dos Bijagós, separado do Continente pelos canais do rio Geba, de Pedro Álvares, de Bolama e de Canhabaque.

Foi uma colónia de Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência, em 24 de Setembro de 1973, reconhecida internacionalmente - mas não pelo colonizador. Tal reconhecimento por parte de Portugal só veio em 10 de Setembro de 1974. A Guiné-Bissau, juntamente com Cabo Verde, foi a primeira colónia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal.

Actualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e da União Africana.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Preciso de… - Algumas profissões




Preciso de…

Preciso do médico
Para não ficar doente e assim estar contente. .

Preciso do polícia
Para cuidar da segurança sem necessidade de vingança.

Preciso do padeiro
Para eu comer o pão que ele faz com dedicação.

Preciso do carteiro
Para receber as cartas do estrangeiro.

Preciso da cabeleireira
Para me pentear e arranjar.

Preciso do trolha
Para minha casa fazer e eu lá viver.

Preciso do futebolista
Para golos marcar e a minha equipa ganhar.

Preciso da bombeira
Para apagar o fogo com a mangueira.

Preciso do professor
Para me ensinar a ler, escrever e contar.

Preciso do camionista
Para me levar a todo o lugar.

Preciso de todos
Para com seu trabalho me ajudar e numa pessoa útil me tornar.

TEXTO COLECTIVO

Retirado do blogue Sala dos oceanos



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O que é um nadador-salvador?


"Denomina-se nadador-salvador a pessoa habilitada com o curso de nadador-salvador, certificado pelo ISN, a quem incumbe informar, prevenir, salvar, resgatar e prestar Suporte Básico de Vida em qualquer circunstância, nas praias de banhos, em áreas concessionadas em piscinas e outros locais onde ocorrem práticas aquáticas."

(Fonte)


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Melro azul


Este passarinho com uma cor tão bonita chama-se em português melro azul; em espanhol é chamado "roquero solitario", e o nome científico, em latim, claro, é monticola solitarius.

As duas fotografias são de Jorge Monteiro.


Casal de melros azuis


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Música para acompanhar as castanhas


Depois da música em inglês com legendas em português, música portuguesa aproveitando que hoje, 11 de novembro, é o dia de São Martinho. Castanhas assadas, "quentes e boas".

 Carlos do Carmo canta O homem das castanhas.


O HOMEM DAS CASTANHAS

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do outono,à esquina do inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Marvão e a Festa do Castanheiro

Fotografia de Almançor

Marvão fica no Alentejo. É uma terra muito bonita, chamada Ninho de Águias, porque é situada a uma altitude de 865 m. Esta fotografia foi tirada do castelo e vê-se ao longe Espanha: ficam muito perto as terras extremenhas de Valencia de Alcántara.

No fim-de-semana de 12 e 13 de novembro, a Vila de Marvão organiza a XXVIII Festa do Castanheiro - Feira da Castanha. Este evento, organizado pelo Município de Marvão, pretende homenagear uma espécie endémica da Região, o Castanheiro, e o seu fruto, a Castanha, e o seu uso na gastronomia, doçaria e artesanato regional.

Vale a pena visitar Marvão, se não conhecem, neste fim de semana. E se já conhecem, vale a pena voltar.

Havemos de publicar aqui mais fotografias, mais postais, da vila de Marvão.


Podem ler aqui: É tempo de castanhas e Mais sobre São Martinho.