Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Um calendário com dez meses?


Alguém já se perguntou alguma vez o porquê dos nomes dos quatro últimos meses do ano, que se parecem com sete, oito, nove e dez, quando são o 9º, o 10º, o 11º e o 12º meses do ano? Vamos saber porquê.

SETEMBRO / OUTUBRO / NOVEMBRO / DEZEMBRO

O nome “setembro” vem do latim septem, ou sete. Esse era o sétimo mês do primeiro calendário romano, antes da reforma de Pompílio.

“Outubro” vem do latim octo, ou oito. Era o oitavo mês antes da reforma de Pompílio.

“Novembro” vem do latim novem.

e “dezembro” vem do latim decem, ou dez. Era o décimo e último mês do primeiro calendário romano.

(Revista Superinteressante)

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CALENDÁRIO ROMANO / JULIANO

O calendário romano começou na época da fundação da cidade de Roma, o que corresponde ao século VII a.C., e foi introduzido por Rómulo (o primeiro rei da cidade).

Era um calendário lunar e tinha 304 dias, divididos em apenas 10 meses, de Março a Dezembro.

- 1º mês - Martius (31 dias)
- 2º mês - Aprilis (30 dias)
- 3º mês - Maius (31 dias)
- 4º mês - Junius (30 dias)
- 5º mês - Quintilis (31 dias)
- 6º mês - Sextilis (30 dias)
- 7º mês - September (31 dias)
- 8º mês - October (31 dias)
- 9º mês - November (31 dias)
- 10º mês - December (30 dias)


O ano começava a 1 de Março, que era o início da Primavera.

Os dias do mês eram designados pelo método incómodo de contar os dias para trás a partir de três datas:

- as calendas, ou o primeiro dia de cada mês;

- os idos, ou meados do mês, que caíam no dia 13 de certos meses e no dia 15 de outros;

- as nonas, ou o nono dia antes dos idos.

Mas como ainda se pode complicar mais este assunto, lê a seguir.

O segundo rei de Roma, Numa Pompílio, acrescentou mais dois meses ao calendário, o 11º mês, Janeiro (em homenagem a Jano, o deus com duas caras), e o 12º mês, Fevereiro (de Februarius, deus dos infernos e das purificações), para obter um ano de 354 dias.

Os romanos da época eram muito supersticiosos e para eles os números pares davam azar. Por isso aboliram os meses de 30 dias, que passaram a ter 31 ou 29 dias.

Mas como agora "faltavam dias" ao ano, era preciso intercalar um mês extra aproximadamente a cada dois anos. Esse mês intercalar, chamava-se Mercedonius.

Passou a ter-se um ano com 12 meses e 355 dias: havia meses com 29 dias, com 28 dias e com 31 dias.

Como vês, não era nada simples...

Podem continuar a ler neste link do site Junior.

Mais tarde Júlio César, em 46 a.C., adoptou um calendário solar com 365,25 dias, que mesmo assim era maior que o ano solar em 11 minutos e 14 segundos, o que gerava um erro de 3 dias em cada 400 anos.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Como se escreve Portugal em...?




O nome de Portugal pode ter um aspecto muito estrangeiro.

Talvez o grego Πορτογαλία e o russo Португалия não sejam assim tão estranhos, principalmente se soubermos que, nos alfabetos grego e cirílico, “Π” é “P” e “P” é “R”.

Já se dermos um salto ao Cáucaso, temos o surpreendente e redondíssimo georgiano, em que o nome do nosso país é პორტუგალია.

Um pouco abaixo, o arménio parece utilizar apenas “u”, “n” e “m” em várias direcções e feitios: Պորտուգալիա .

O árabe البرتغال é um deslizar de arabescos (neste ponto, um adolescente diria “dââh!”).

No oriente, o tailandês ประเทศโปรตุเกส lembra um código inventado por piratas.

O chinês, como sabemos, é outro mundo, opaco e misterioso, que não deixa de nos acicatar a curiosidade. Reparem: todos nós vivemos em 葡萄牙 — e não sabíamos.


"Sabe como se escreve Portugal em chinês?", mensagem de Marco Neves no seu blogue Certas palavras.




quarta-feira, 12 de junho de 2019

A história da Bolacha Maria



Conheça a história da Bolacha Maria

Era o ano de 1857, quando dois padeiros ingleses, James Peek e George Hander Freans, começaram a fabricar “cookies” e a vendê-los numa carruagem que circulava por todo o país. Esta acção acabou por tornar a empresa Peek Freans muito conhecida.

Dezassete anos depois, o 2º filho da rainha Vitória – Alfredo – Duque de Edimburgo, casou-se com a duquesa russa Maria Alexandrovna. Foi aí que os padeiros da Peek Freans decidiram criar um novo biscoito para homenagear a duquesa. O biscoito era redondo, tinha um friso decorativo, e, no centro, estava gravado o nome da homenageada: “Maria”.

Os casamentos reais britânicos despertam grande interesse de outros países; e muita gente quis provar as bolachas Maria. Não demorou muito para que o produto começasse a ser imitado, não só na Europa, mas até no Japão.

Fonte: Eliandro Monteiro




terça-feira, 11 de junho de 2019

Isto é um telefone


É claro que não era possível levar este telefone no bolso!!! Ainda faltava tempo para a chegada dos telemóveis...






segunda-feira, 13 de maio de 2019

Um diálogo de crianças




Em vez do "Ratoncito Pérez" temos aqui uma Fada dos Dentes. Estão a ver? Este diálogo que vamos ler não é inventado, mas real.A mãe destas crianças ouviu e anotou.


Gui – Este dente já está quase a cair [NR: aponta para um incisivo lateral superior mesmo ao lado da grande janela que o Gui exibe desde a semana passada, quando ficou sem os dois incisivos centrais ao mesmo tempo]. Já sei o que vou pedir à fada dos dentes.

Tomás – O quê?

Gui – [A sussurrar ao ouvido do Tomás.] O pirata e o barco de remos que me faltam na colecção.

Tomás – Isso é caro demais para a fada dos dentes. Acho que tens de o pedir ao Pai Natal.

Gui – E o Pai Natal tem dinheiro para isso?

Tomás – Não vês que são os papás que dão o dinheiro ao Pai Natal para eles comprarem as prendas, se tu te portares bem.

Gui – E como é que os pais sabem que é o Pai Natal que vai às compras?

Tomás – Ele deve pedir factura e põe lá o símbolo do Pai Natal.



Diálogos em família #39 (ou Tomás, o contabilista que põe o Pai Natal a passar factura) por Teresa Mendonça, em 23.10.14



sexta-feira, 11 de maio de 2018

O que é um trompe l'oeil?

Pere Borrell (1835 – 1910)- Huyendo de la crítica (1874)



O português utiliza a palavra francesa. Em espanhol, usa-se "trampantojo"

trompe-l'oeil
(palavra francesa, de trompe, engana + le, o + oeil, olho)
substantivo masculino

Técnica de representação que pretende criar ilusão de relevo, perspectiva, materiais, etc.






"Roma. Palazzo Spada, la famosa galleria trompe l’oeil del Borromini"



Andrea del Pozzo, Igreja dos Jesuítas, Viena.



Andrea del Pozzo, Igreja de Santo Inázio, Roma. (*)



E o  que acham destas passadeiras na Islândia?



Trompe-l'oeil de Julian Beever.









segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Como será estar a 62 graus negativos?


Esta notícia é de 17 deste mês. Alguém viu na televisão? Gostavam de viver lá?

Na aldeia mais fria do mundo os termómetros marcam -62ºC. Até as pestanas congelam 
17/1/2018, 18:341.660

Na aldeia siberiana de Oymyakon, conhecida por ser o local habitado mais frio do mundo, as temperaturas desceram tanto que até o termómetro da aldeia, uma das principais atrações turísticas, avariou .

A aldeia de Oymyakon, na Sibéria, é conhecida por ser a aldeia mais fria do mundo — tão fria que instalaram um termómetro como atração turística. Esta semana, a aldeia quase atingiu recordes de temperaturas negativas, e o termómetro, que foi montado por causa do frio, sucumbiu perante o mesmo, avariando pouco depois de marcar -62ºC.

Sim, -62 graus celsius é mesmo muito frio. Mas, de acordo com o The Siberian Times, houve locais que registaram -67ºC nos seus termómetros, bem perto do recorde de -67,7ºC registados em fevereiro de 1933, a temperatura mais baixa alguma vez registada fora da Antártida e que torna a aldeia de Oymyakon o local habitado mais frio do mundo.

(Observador)








sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Como é bonito este telefone!



Não acham? Telefone, hein? Não é um telemóvel, reparem no cabo, e esse disco com números, era preciso girar várias vezes para fazer uma chamada...





sexta-feira, 16 de junho de 2017

"Una, duna, tena, catena..."



No blogue Santa Nostalgia encontrei esta mensagem, que transcrevo aqui:

Há cantilenas ou lengalengas que servem para contar. Desde pequeno que aprendi uma versão que se usava na minha aldeia e na minha escola primária e que servia para contar até dez. Era assim:

Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Cigalha,
Migalha,
Carapim,
Carapés,
Conta bem,
Que são dez.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei outras versões, que em alguns casos são ligeiras variantes e apenas em parte dos termos usados. Por exemplo:

Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Cigalha,
Migalha,
Cupida,
Dos pés,
Conto bem,
Que são dez.

Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Forreca,
Chirreca,
Vira,
Virão,
Conta bem,
Que dez são.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Uma moeda com um labirinto



Esta moeda é tão bonita! Reparem nesse labirinto. É uma moeda muito, muito antiga.





quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Esta é muito fácil!



Quando eu tinha 4 anos de idade, a minha irmã tinha a metade da minha idade. Agora tenho 100 anos, quantos anos tem a minha irmã?

Respondam logo! (cuidado!, "en seguida")






segunda-feira, 11 de abril de 2016

Um balão a estourar




Todos conhecem este "falso amigo", balão. Vejam nesta fotografia um balão no momento exato de estourar! Isto só podemos ver com câmaras especiais é claro, o nosso olho não pode ver.







quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O que é que diz aí???



Alguém é capaz de ler o que lá está escrito? (Cliquem na fotografia para ampliar). E porque será que está dessa maneira? Quem sabe?





(Fotografia: Câmara Municipal de Lisboa)



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ver Lisboa do cimo da Ponte 25 Abril


No passado dia 10 de outubro 36 pessoas que se inscreveram para o poder fazer, tiveram a oportunidade de ver Lisboa do cimo da Ponte 25 de Abril. Vocês teriam gostado de lá subir? Alguém sofre de vertigens? Já passou, mas acho que não faz mal:

"Se tem vertigens, esta sugestão não é para si. Mas se gosta de panorâmicas deslumbrantes e não sofre de acrofobia (medo das alturas), continue a ler.

A sugestão é que participe da visita às infraestruturas da Ponte 25 de Abril, uma das maiores pontes suspensas do mundo e uma obra de engenharia notável. A visita promete picos de adrenalina. Os dois pilares principais elevam-se a cerca de 190 metros acima do nível da água e o tabuleiro principal tem uma altura livre de navegação de aproximadamente 70 metros. As visitas no entanto só são possíveis até aí, aos tabuleiros ferroviário e rodoviário, por motivos de segurança. Mesmo assim, trata-se de algo inédito.

Entusiasmado?

Então só tem que ser um dos primeiros a inscrever-se na visita que acontece no contexto da quarta edição do Open House Lisboa, entre os dias 10 e 11 de outubro. Conhecer a estrutura da ponte suspensa é uma das propostas que faz parte do roteiro “Arquitectura de Portas Abertas”, promovido pela Trienal de Arquitectura de Lisboa. As inscrições abrem no site dia 2 de Outubro. Mas seja rápido. As visitas são raras e estão limitadas apenas a 36 pessoas."







sexta-feira, 20 de março de 2015

Um botão na sua casa?



Um botão na sua casa... Estão a ver? Esse buraquinho onde vai o botão nós vemo-lo como parecido com um olho e para os portugueses é onde "mora" o botão.





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Camões e um camaleão

Um camaleão algarvio


Andávamos na sala de aula a ler o percurso que fazia um grupo de amigos no famoso elétrico nº 28 pelas ruas de Lisboa. Como muitos sabem, este elétrico passa pela Praça de Luis de Camões, um dos mais emblemáticos e tradicionais bairros desta cidade, que fica entre o Bairro Alto e a Baixa Pombalina...

Foi então que uma aluna da turma de 2º D perguntou se Camões era "camaleón" (não reparou que a palavra estava grafada com maiúscula e "camaleón" é um substantivo). É engraçado, por vezes, como certas semelhanças de palavras do português com o espanhol, leva alguns alunos a interpretá-las de uma maneira que nem é possível imaginar (pelo menos, o professor).

Luis Vaz de Camões (c. 1524 - c. 1580), Príncipe dos Poetas, transformado num animalzinho tão curioso como o camaleão! Mas não faz mal, esta aluna e, se calhar mais alguém, fica a saber quem é Luís de Camões, por um lado, e por outro que em Portugal há camaleões, como esse que está lá em cima, que vive no Algarve, e daí, algarvio.


Luís de Camões no largo ou praça que leva o seu nome


Praça de Camões (Fotografia de Nuno Filipe Miranda)


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015