Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Uma data: 25 de Abril de 1974


Cravos vermelhos para recordar o dia 25 de Abril. Hoje é feriado em Portugal, meninos e meninas. Para vocês ficarem a saber desta data tão importante na sua história, vamos clicar aqui: "O 25 de Abril em minuto e meio"







terça-feira, 24 de abril de 2018

Ondas gigantes de uma tempestade e um farol


Vejam essas ondas enooooormes e como parece pequenino esse farol de Porthcawl, no País de Gales, na Grã-Bretanha. A fotografia é de Steve Garrington.




Olá, chamo-me Françoise...


Olá, meninos e meninas. Eu chamo-me Françoise, sou francesa, sou cantora e este é o meu novo apartamento em Paris. Como veem, no chão está a minha viola, e atrás de mim, estantes brancas com muitos livros, porque eu gosto muito de ler.


 Mais livros...



E aqui o meu bonito gira-discos para ouvir as minhas canções e as de outros cantores.


Ah, uma pergunta, em que ano é que Giancarlo Botti tirou estas fotografias?



segunda-feira, 23 de abril de 2018

Assim começa 'A Floresta', de Sophia de Mello...


Sophia de Mello Breyner Andresen (1909 - 2004) é uma das maiores escritoras portuguesas de sempre e é com um trecho do seu conto A Floresta que celebramos hoje o Dia do Livro.


A FLORESTA

Era uma vez uma quinta toda cercada de muros.
   Tinha arvoredos maravilhosos e antigos, lagos, fontes, jardins, pomares, bosques, campos e um grande parque seguido por um pinhal que avançava quase até ao mar.
   A quinta ficava nos arredores duma cidade. O seu pesado portão era de ferro forjado pintado de verde. Quem entrava via logo uma grande casa rodeada por tílias altíssimas cujas folhas, dum lado verdes e de outro lado quase brancas, palpitavam na brisa.
   Era nessa casa que morava Isabel.
   Isabel nesse tempo tinha onze anos e por isso ia todos os dias da semana ao colégio, baloiçando a sua pasta cheia de livros ora numa mão ora na outra.
   Mas às quatro horas voltava para casa, lanchava a correr e saía para a quinta.
   Isabel não tinha irmãos e por isso sabia brincar sozinha e conversar com as árvores, com as pedras e com as flores.
   Todos os dias ela percorria a quinta. No Outono apanhava castanhas esmagando com o pé os ouriços verdes. No Inverno colhia violetas e camélias. Na Primavera trepava às cerejeiras para comer as primeiras cerejas doces, escuras e vermelhas. E também subia às árvores onde todos os anos havia ninhos, ninhos redondos feitos de ervas, folhas secas e penas e que tinham lá dentro quatro ovos verdes sarapintados de castanho. Caminhava entre o trigo que era como um doce mar, aéreo e leve. Às vezes passava horas a ler sob o caramanchão onde as flores lilases das glicínias pendiam em grandes cachos perfumados rodeados de abelhas. Ou caminhava devagar na luz verde do parque escutando o rumor das altas copas dos plátanos. E conhecia o lugar onde, escondidos entre ervas e folhas, cresciam os morangos selvagens.
   Em geral Isabel brincava sozinha. Mas às vezes passeava com o velho jardineiro chamado Tomé que era seu grande amigo. Tomé ensinava-lhe os nomes das árvores e das flores e Isabel ajudava-o a regar e a arrancar ervas más. E também com Tomé ela ia aos sítios onde não podia ir só. Pois a porta da estufa, a porta do galinheiro e a porta da adega estavam sempre fechadas à chave. Na estufa enorme, sob o telhado de vidro caiado, o ar era húmido e quente. Aí cresciam as avencas maravilhosas, finas e leves, as begónias roxas, as orquídeas verdes e sarapintadas com o seu ar de bichos venenosos, e outras plantas e flores que tinham os seus nomes esquisitos escritos numa placa de alumínio atada aos seus pés com ráfia.





Hoje é o Dia do Livro


Pedro Ribeiro Simões não é fotógrafo de profissão, mas adora fotografar. Ele tira muitas fotografias de pessoas na rua a ler em toda a parte, mas a maioria delas são, geralmente, de raparigas e mulheres; homens há poucos. Isso conconcorda com os datos estatísticos que, pelo menos na Espanha, provam que as mulheres leem mais do que os homens. É possível que seja assim também em Portugal e pelo mundo fora...

Aproveito para vos dizer, meninos e meninas, que o Dia do Livro devia ser celebrado cada dia, nem que fosse lendo uma, duas, quatro páginas...

Agora, fotografias tiradas em Cascais e em Lisboa, e, a seguir, o começo de um conto de uma grande escritora portuguesa: Sophia de Mello Breyner Andresen., que vamos ler na sala de aula.











sexta-feira, 20 de abril de 2018

Não sou capaz (António Torrado)



A águia de penugem branca ainda não tinha saído do ninho. Via o pai e a mãe, num voo alto, rente às nuvens, e pensava: "Nunca vou ser capaz". O pai e a mãe traziam-lhe comida no bico. A aguiazinha devorava os petiscos, gulosa.

- Não engulas tudo de uma vez, que ainda te engasgas - recomendava-lhe a mãe.

Mas a aguiazinha não queria saber. Tinha fome, muita fome, uma fome insaciável, que ela não sabia controlar. Algumas penas de brancas passavam a cinzentas. O corpo ganhava elegância. As asas cresciam.

Os pais iam e vinham, num voo planado, que era a admiração da filha. "Nunca vou ser capaz de fazer o mesmo", pensava.

- Amanhã começas a aprender a voar - disse-lhe o pai.

Mas, nesse dia, choveu e a lição foi adiada. Os pais é que não desistiram de caçar. Deixaram-na só, no quente do ninho.

Estava ela aconchegada e contente pelo adiamento da lição, quando sentiu um roçar de perigo, nos ramos perto. Era uma serpente, que se desenroscava por um tronco, em direcção a ela.

A aguiazinha piou, aterrorizada. Eriçaram-se-lhe as penas. Bateu as asas, para afugentar a intrusa de língua silvante. A serpente continuava a deslizar para ela, segura da presa. Ia armar o último salto. Ia destroçá-la. Ia comê-la.

Bateu a águia as asas com mais força e suspendeu-se no ar. Num impulso de pânico, largou o ninho. Ia cair. Não caiu.

Soltou-se no ar, a curta distância da árvore que abrigara o ninho. Sentiu uma tontura. Agarrou as patas a um ramo, mas o ramo cedeu. Agitou as asas com mais força e elevou-se nos ares. Tudo aquilo lhe parecia impossível. Ela voava.

Quando os pais regressaram, a aguiazinha, de asas distendidas, como se quisesse abarcar o céu num grande abraço, voou, feliz, ao seu encontro.

António Torrado

Mais uma das suas Histórias do dia



O Centro Histórico de Macau é Património Mundial desde 2005



10.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Macau na Lista do Património Mundial (2015)

O Centro Histórico de Macau constitui não só um testemunho do desenvolvimento histórico de Macau como também um importante recurso cultural da cidade e a raiz cultural e força motora do seu desenvolvimento futuro. No dia 15 de Julho de 2015, o Centro Histórico de Macau celebra o 10.º aniversário da sua inscrição como Património Mundial, ocasião pela qual o Instituto Cultural organiza as “Actividades Comemorativas do 10.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Macau na Lista do Património Mundial”, tendo como objectivo atrair o interesse da população em geral pelo património cultural de Macau bem como sensibilizar o público para o valor universal do Centro Histórico. As actividades programadas incluem diversas novas instalações histórico-culturais em serviço, exposições, um seminário e novas publicações, espectáculos culturais, entre outras actividades em destaque, estando as mesmas abertas à participação do público.




quinta-feira, 19 de abril de 2018

Estas pastas não se podem comer

Uma pasta escolar


Uma pastinha para papéis


Uma pasta para computador portátil


Uma pasta para classificar e guardar papéis, apontamentos...


Várias pastas de cores


Recupero esta mensagem de há vários anos. Alguém da turma de 1º B disse "Eu gosto de pasta". É natural, estamos ainda no primeiro ano. O que é pasta em português? Vejam lá. Essa aluna já sabe que agora deve dizer: "Eu gosto de massa", ou "Gosto muito de massa", ou até "Adoro massa".


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Revendo vocabulário logo no início deste ano letivo, os alunos da turma de 2º D não se lembravam no outro dia de como se dizia "cartera (de libros)" em português. Ai o verão...

Mas vejam lá como é facil! Temos cá um dos nossos velhos falsos amigos, que vocês já conheciam do ano passado!

Aliás, essa palavra serve também para a nossa "carpeta" e "archivador". Vejam quantas pastas, e como veem estas não se podem comer. Se calhar, os ratos, sabe-se lá.



Duas pererecas


Diz-nos o dicionário Priberam:

perereca

(tupi pere'reka, andando aos saltos)

1. [Brasil] Espécie de rã que vive nas moitas e sobe às árvores.


Perereca-de-Moldura (Dendropsophus sp.)



terça-feira, 17 de abril de 2018

Várias silhuetas

Américo Meira - Silhuetas na aurora


Alunos do 2º ano, todos vocês conhecem a palavra silhueta, já a vimos nesta mensagem de janeiro, "A silhueta do Sandeman", e hoje de manhã numa das fotografias de Matthias Uhlig. Não se enganem com a nossa língua, reparem no lh da palavra portuguesa.

Já agora, podemos aprender qual a origem desta palavra. A Infopédia diz-nos que provém "do francês silhouette, «idem», de E. Silhouette, antropónimo, político francês, 1709-1767"

Reparem nas fotografias: há silhuetas de árvores, de pássaros, de um cão (acho eu; ou será outra pessoa?) e de várias pessoas.


Eduardo Hanazaki


Eduardo Hanazaki


Francisco Oliveira


Gustavo Minas