Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Bom Natal

(António Sardinha)


E devo acrescentar e Próspero Ano Novo, claro. Voltamos a encontrar-nos no dia 8 de janeiro de 2020, ano bissexto. Aproveitem o tempo, meninas e meninos!




Desenho e fotografia de Saulo Cruz


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

O sonho de uma gulosa


O sonho de uma gulosa não é o título desta aguarela de Emanuel Schongut, mas podia ser... O título original é Candy.




segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Canção de Natal (Chico Buarque)

Iluminação do Cristo Redentor especial para o Natal, no Rio (23-12-2015).
Fotografia de Yasuyoshi Chiba(AFP)


CANÇÃO DE NATAL

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Olha a cidade que linda
Até parece deserta
A meninada dormindo
De janela aberta

Papai Noel completa toda coleção
Boneca, bicicleta, bola, bala e balão

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Pra quem não tem seu tesouro
A vida é só uma esperanca
E nada vale mais ouro que inda ser crianca
Quem não vive de amor não vai viver sempre assim
Papai Noel planta flor onde não tem jardim

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Papai Noel volta só
Papai Noel volta a pé
Papai Noel sem trenó
Pra casa sem chaminé

Em casa só sem crianca
Ele vai ler o jornal

Que bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal





Natal sem sinos (Manuel Bandeira)

Um sino


NATAL SEM SINOS

No pátio a noite é sem silêncio.
E que é a noite sem o silêncio?
A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos
Do meu Natal sem sinos?

Ah meninos sinos
De quando eu menino!

Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio.
Sinos do Poço, do Monteiro e da Igrejinha de Boa Viagem.

Outros sinos
Sinos
Quantos sinos

No noturno pátio
Sem silêncio, ó sinos
De quando eu menino,
Bimbalhai meninos,
Pelos sinos (sinos
Que não ouço), os sinos de
Santa Luzia.

Manuel Bandeira




sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Feliz Natal para todos!



Aproveito esta fotografia de Lucia Passos para vos desejar a todos um Feliz Natal.


E também um Feliz Ano Novo, que desta vez é...






quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Vai lá comprar, vai!!!


A palavra consumismo na Infopédia:

1. sistema económico e social que favorece o consumo exagerado

2. tendência para consumir bens e produtos, frequentemente supérfluos, muito para além das necessidades efetivas





terça-feira, 18 de dezembro de 2018

A música de Natal da Rádio Comercial de 2018



Rádio Comercial - Música de Natal - A Verdadeira História de Nicolau.

"Como é que o Pai Natal arranjou este emprego? O que fazia até aí? Esta é a verdadeira história de Nicolau"

Os trabalhadores da Rádio Comercial contam-nos, cantam-nos, em português e com a música dos Queen!

Aqui temos as músicas de Natal dos anos 2014 e 2016.



Luzes de Natal em Lisboa e no Porto

Natal iluminado em Lisboa por dois milhões de luzes!



E depois de Lisboa, a cidade do Porto...









Este vídeo é de 2013, mas...


"Mais de 4000 crianças de Lisboa viajaram gratuitamente até ao Pólo Norte num elétrico da Carris

Desde o início do mês que milhares de crianças já foram até ao Pólo Norte a bordo de um elétrico da Carris, a empresa de Transportes Públicos de Lisboa. Trata-se de um passeio gratuito pelo centro de Lisboa dirigido aos meus pequenos em que o guarda-freio é o Pai Natal. Há 33 natais consecutivos que a Carris promove esta iniciativa durante o mês de dezembro. A última viagem realiza-se esta 3f (17/12/2013) às 16h"




segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

"Está a chover e a nevar..."



Já falta pouco tempo para o Natal, que é no dia 25 de dezembro.


Está a chover e a nevar,
E a raposa no lagar
A fazer as camisinhas
P´ra amanhã se ir casar.

Está a chover e a nevar,
E a raposa no quintal
A apanhar laranjinhas
Para o dia de Natal.



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O cavalinho de pau do Menino Jesus (Manuel António Pina)





O Pai Natal sofre um acidente. E agora? (Clementina Braga)



Este conto foi escrito por Clementina Braga para meninos portugueses mais pequenos do que vocês, alunos do 1º ano, mas acho que podem ouvir e ler esta história, não faz mal. Ouvem e, ao mesmo tempo, leem no vídeo. E para além disso, o texto fica cá em baixo...


O Pai Natal sofre um acidente. E agora?

Antes de mais, permitam que vos diga que estou a escrever em nome do velho Pai Natal e sou a sua rena guia, o Rodolfo.

Estão curiosos por saber a razão de ser eu a escrever-vos? Então eu vou contar.

Aqui, na casa do Pai Natal, nesta altura do ano, é uma grande confusão. Muitos duendes, o Urso Polar, algumas Focas, a Fada das Neves, a Estrela do Norte, as minhas companheiras renas, o Boneco de Neve muito friorento e muitos mais amigos que vêm ajudar.

Todas as divisões da casa estão repletas de embrulhos, de fitas e laços, de coisas doces, para serem distribuídas pelos meninos que, durante o ano, se portaram bem.
Ora acontece que, há cerca de um mês, o Boneco de Neve resolveu ir aquecer-se, ao pé da lareira. Já estão a imaginar o que aconteceu? Isso mesmo! Começou a derreter e molhou a sala toda.

Entretanto, o Pai Natal chegou de uma longa viagem à terra dos Moomis cheio de frio e foi direitinho à lareira. Catrapum, pum, pum, o pobre estatelou-se no chão, ao escorregar na água que antes pertencia ao Boneco de Neve.

Foi muito angustiante. O nosso amigo estava no chão, cheio de dores. O Urso Polar, que é o mais forte, pegou nele e foi sentá-lo no sofá. Então, a Estrela do Norte foi chamar o velho Xamã para vir tratar o Pai Natal.

Diagnóstico: - o meu amigo tem três costelas partidas, um grande galo na cabeça e não se pode mexer durante quatro meses – disse o Xamã. - Não, não pode ser - resmungou o Pai Natal. - Quem é que vai distribuir os presentes, este ano?

- Tu é que não vais, disse o velho curandeiro.

Pois é. Foi difícil convencer o velho barbudo que este ano não pode sair de casa.

Já imaginam quem vai fazer o serviço? Claro, eu mesmo. Já tenho o trenó carregado, as minhas companheiras (Veloz, Flecha, Clarão, Cometa, Cupido e Blitze) estão prontas e é só esperar que a Estrela do Norte aceite guiar-nos até a casa dos meninos.

Eu sei que sou a guia do trenó, mas isso é só quando o Pai Natal conduz. Sem ele, eu não sei orientar-me. Quando fui à escola, gostava mais de andar a brincar na neve do que estudar e, assim, nem os pontos cardeais aprendi.

Ah, também vos quero avisar, que os meninos que pediram Playstation, telemóvel, computador, não vão receber nada disso, pois a crise também chegou à terra da fantasia. Aqui há brinquedos feitos de madeira, biscoitos de gengibre, bombons de xarope de ácer, bolos de frutos silvestres, tudo produtos da nossa terra.
E pronto. Esperem por mim lá para a noite de 24.

Uma grande lambidela com muito carinho.

P.S. O Pai Natal manda beijinhos e pede para se portarem bem.


Clementina Braga



(Obrigado à Ágora Gaia pelos seus vídeos e guias!)



Uma ideia para a árvore de Natal







quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ainda nao é tempo de bolo rei, mas...




Pois é, meninos e meninas, ainda não é tempo de comermos o bolo rei, mas como vimos no livro, este doce é também tipico de Portugal, e podem comprar agora em Elvas, sem esperar pelo mês de janeiro, como devemos fazer cá em Espanha, geralmente.


Bolo rei é um bolo típico português que se come tradicionalmente entre o Natal e o Dia de Reis. O seu nome alude aos três reis magos.

De forma redonda, com grande buraco no centro, é feito de uma massa branca e fofa misturada com passas, frutos secos e frutas cristalizadas. Tradicionalmente, no interior do bolo encontravam-se também uma fava seca e um pequeno brinde, normalmente feito de metal. A fava dava a quem a recebesse numa fatia o direito de pagar o próximo bolo rei, e o brinde dava sorte a quem o encontrasse.

A origem do bolo rei remonta, ao que se sabe, ao tempo dos romanos. Estes tinham por hábito eleger o rei da festa durante os banquetes festivos, o que era feito tirando à sorte com favas, pelo que era também designado por vezes de rei da fava. A Igreja Católica aproveitou o facto de aquele jogo ser característica do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece atualmente.

(Wikipédia)





terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A música de Natal de 2017 da Rádio Comercial!



As músicas de 2014 (a da Taylor Swift) e 2016 aqui! Para compreender melhor a deste ano, vejam a de 2014.





quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O conto do homem que gostava de comer bacalhau com todos (Fernando Hilário)


Repetimos: Vale a pena recuperar este belo conto de Natal. O importante, afinal, é, como aqui acontece, estarmos todos.

Boas Festas para todos!


Para melhor compreender o conto de hoje é preciso saber que o bacalhau com todos é um prato da cozinha portuguesa composto por bacalhau cozido, às postas, acompanhado de batatas, cebolas, ovos e couves, tudo cozido, enfeitado com azeitonas e regado com azeite. Mas, como poderão comprovar, o título não diz respeito apenas ao nome deste prato, mas ao modo como é comido.

E agora, toca a ler... e pensar nos outros, em todos, sobretudo naqueles que não têm e nos dias de loucura consumista que se aproximam vão passar tão maus bocados por não terem muitas vezes o imprescindível. Reflictam um pouco nisso.



O CONTO DO HOMEM QUE GOSTAVA DE COMER
BACALHAU COM TODOS


Um homem sentou-se à mesa para comer bacalhau com todos, mas estava sozinho. Mesmo assim, começou a comer bacalhau com todos. Mas, como se já não bastasse a coisa anterior, o bacalhau estava insonso, o azeite ácido de mais, as batatas negras, os legumes melados. Merda, disse o homem, isto está uma merda pegada! Mas, como se não bastasse, o empregado ouviu o homem a dizer merda e veio perguntar o que se passava. O homem aproveitou para repetir ao empregado que o bacalhau estava uma merda. E, disse-o alto, tão alto que todo o restaurante ouviu. O empregado achou que devia dizer ao gerente, e o gerente veio perguntar ao homem o que se passava.

O que se passa é que isto está uma merda, uma merda pegada, disse o homem. E disse-o tão alto que o restaurante todo ouviu, incluindo a cozinheira, que era gorda, como são todas as cozinheiras. Está uma merda?!; perguntou ela. Não sei porque é que está uma merda!?, concluiu ela. Está uma merda, gritou o homem, tanto que o restaurante todo ouviu, e ouviu o polícia de giro. O polícia de giro entrou no restaurante para perguntar o que se passava. O homem aproveitou para dizer que tudo aquilo estava uma merda. Mas disse-o tão alto que o comandante da esquadra da polícia ouviu, e também o bispo ouviu, e o comandante dos bombeiros também ouviu, e todos vieram ao restaurante perguntar o que se passava. E o homem aproveitava para gritar que aquilo tudo estava uma merda. E gritava tão alto que veio o Presidente da República, o primeiro-ministro e o ministro da Defesa e da Ordem. Perguntavam o que se passava e o homem dizia que tudo aquilo estava uma merda, uma merda pegada. Gritava tão alto que Deus acabou por aparecer no restaurante a perguntar: o que se passa?

O homem reconheceu Deus, cumprimentou-o com uma palmadinha nas costas, olá como estás, e aproveitou para lhe dizer que adorava comer bacalhau com todos. Vamos a isso, disse Deus. A cozinheira saltou para a cozinha. O empregado pôs uma enorme mesa, e daí a pouco tempo, todos estavam a comer. Passado um bocado, o gerente veio perguntar que tal? Está uma merda, disseram todos em uníssono.

Mas estamos todos, disse o homem.

Fernando Hilário




Música de Natal da Rádio Comercial 2016 (e mais)



Isto é um clássico: a música de Natal da Rádio Comercial. Vamos lá ouvir e cantar com eles!

Quem quiser, pode ouvir a do ano passado aqui.

A de 2014 deixo cá, acho que vocês podem conhecer a música...