Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Lenda da Dama Pé-de-Cabra

A Dama Pé-de-Cabra, pintura de Paula Rego

A Lenda da Dama do Pé-de-Cabra é uma conhecida lenda de Portugal.

Foi compilada por Alexandre Herculano no livro Lendas e Narrativas. Existe ainda uma outra versão da lenda, escrita em inglês pelo Visconde de Figanière no seu poema em cinco cantos Elva: a story of the dark ages (Londres, 1878).


Primeira Lenda

D. Diogo Lopes, nobre senhor da Biscaia, caçava nos seus domínios, quando foi surpreendido por uma linda mulher que cantava. Ofereceu-lhe o seu coração, as suas terras e os seus vassalos se com ele se casasse. A dama impôs-lhe como única condição a de ele nunca mais se benzer. Mais tarde, no seu castelo, D. Diogo apercebeu-se que a dama tinha um pé forcado como o de uma cabra. Viveram muitos anos felizes e tiveram dois filhos: Inigo Guerra e Dona Sol.

Um dia, depois de uma boa caçada, D. Diogo premiou o seu grande alão com um grande osso, mas a podenga preta de sua mulher matou o cão para se apoderar do pedaço de javali. Surpreendido com tal violência, D. Diogo benzeu-se. A Dama de Pé de Cabra deu um grito e começou a elevar-se no ar, com a sua filha Dona Sol, saindo ambas por uma janela para nunca mais serem vistas.A partir daí, foi confessar e o pajem disse que estava excomungado, sua penitencia foi guerrear os mouros por tantos anos quanto vivera em pecado, tendo ficado cativo em Toledo. Sem saber como resgatar o pai, D. Inigo resolveu procurar a mãe que se tornara, segundo uns, numa fada, segundo outros, numa alma penada.

A Dama de Pé de Cabra decidiu ajudar o filho, dando-lhe um onagro, uma espécie de cavalo selvagem, que o transportou a Toledo. Aí, o onagro abriu a porta da cela com um coice e pai e filho cavalgaram em fuga, mas, no caminho, encontraram um cruzeiro de pedra que fez o animal estacar. A voz da Dama de Pé de Cabra instruiu o onagro para evitar a cruz. Ao ouvir aquela voz, depois de tantos anos e sem saber da aliança do filho com a mãe, D. Diogo benzeu-se, o que fez com que o onagro os cuspisse da sela, a terra tremesse e abrisse, deixando ver o fogo do Inferno, que engoliu o animal. Com o susto, pai e filho desmaiaram. D. Diogo, nos poucos anos que ainda viveu, ia todos os dias à missa e todas as semanas se confessava. D. Inigo nunca mais entrou numa igreja e crê-se que tinha um pacto com o Diabo, pois, a partir de então, não havia batalha que não vencesse.


Outra versão

Na atual região da Beira Alta, mais concretamente na aldeia histórica de Marialva vivia há muitos séculos atrás uma donzela muito formosa. Um certo dia um nobre encantado com a sua beleza e querendo desposá-la encomendou os serviços de um sapateiro pedindo-lhe que fizesse uns sapatos para a donzela em questão. Como se tratava de uma surpresa o sapateiro teria de arranjar uma maneira de conseguir fazer um molde dos pés da donzela para acertar no tamanho do pé, certo dia e sem que esta desse por isso espalhou farinha aos pés da cama da donzela para que quando esta se levantasse, deixasse a marca na farinha espalhada no chão, e assim foi. O sapateiro percebeu pela forma deixada no chão que a donzela tinha "pés de cabra", mas mesmo assim fez uns sapatos adequados. Quando o nobre entrega o presente à donzela, esta com o desgosto de saber que já todos sabiam do seu defeito, atira-se da torre do castelo. A donzela chamava-se Maria Alva e ainda hoje, mesmo em ruínas podemos ver a torre do castelo.


(Wikipédia + Lendarium)



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Lenda do Galo de Barcelos



Os alunos da turma do 1º D, e acho que também os da turma de 1º B, queriam saber há algum tempo como é que era exatamente a lenda do galo de Barcelos (reparem: galo, com l) que eu contei. Cá está com desenhos animados para criancinhas. Vocês já não são taão pequeninos, mas serve.

"Esta animação tem como público alvo crianças em idade pré escolar e primeiro ciclo. Elaboramos um vídeo onde é narrada a lenda do galo de Barcelos sendo este o narrador participante, com o objetivo de fazer com que as crianças prestem mais atenção, tanto à história como aos elementos gráficos que foram eles desenvolvidos para estarem de acordo com o conceito."


Vamos clicar no seguinte link: Podem ler o texto desta lenda no nosso blogue.




terça-feira, 15 de março de 2016

Folar da Páscoa, a atualidade e a lenda


O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa em Portugal, confecionado na base da água, sal, ovos e farinha de trigo. A forma, o conteúdo e a confecção varia conforme as regiões de Portugal e vai desde o salgado ao doce, nas mais diversas formas. Nalgumas receitas é encimado por um ovo cozido com casca.(Wikipédia)
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Simbolicamente, o «folar» continua a representar o presente dos padrinhos aos afilhados, impondo-se como preceito irem estes recebê-lo a casa daqueles no domingo de Páscoa («ir pedir o bolo»). Praxe precedida pela oferta de um ramo de flores, ou amêndoas, dos afilhados aos padrinhos no domingo de Ramos.

Com o decorrer do tempo, a palavra «folar» deixou de pertencer ao seu primitivo significado, isto é, ao bolo cerimonial da quadra pascal, para passar a designar o presente de Páscoa dos padrinhos, expresso por qualquer objecto, roupas, amêndoas ou dinheiro.

Substituído, embora, por outros presentes, a obrigação da oferta do «folar» cessa depois da maioridade ou do casamento dos afilhados. Neste caso, o ritual obriga (ou obrigava) a que os afilhados no dia seguinte ao do casamento, levem aos padrinhos a «fatia» (uma fatia de bolo de noz, de chocolate, pão-de-ló ou outro), enquanto os padrinhos oferecem aos afilhados um último «folar» na Páscoa a seguir à boda. Este procedimento continua a verificar-se em muitas localidades do nosso país.



Trechos retirados do blogue Sarrabal: "Páscoa - Padrinhos e afilhados"


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LENDA DO FOLAR DA PÁSCOA

A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem.

Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa.

Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.

Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

(Fonte: Infopédia)






sexta-feira, 13 de março de 2015

A lenda do café


Vamos ler três versões das origens do café. Não há lá grandes difereças, mas... É uma lenda, claro. Não quer dizer que na realidade acontecesse deste modo. Não faz mal, porque as lendas são bonitas. Como se fossem contos.

Os alunos do 2º ano que visitaram no passado dia 11 de fevereiro o Centro de Ciência do Café em Campo Maior e nele viram um pequeno filme de desenhos animados sobre esta lenda.


O pastor e as cabras

Reza a lenda que o café foi descoberto no século IX, nas terras altas da Etiópia. A história conta que um pastor chamado Kaldi notou que as cabras ficavam mais activas quando comiam as bagas de uma certa planta. E quando decidiu provar as tais bagas, também ele se sentiu com mais energia. O pastor levou alguns destes frutos a um monge, que começou a utilizá-los na forma de infusão ao descobrir que esta bebida o ajudava a resistir ao sono durante os períodos de oração e meditação. Esta descoberta depressa se espalhou por vários mosteiros criando uma procura pelo café

Mesmo que esta lenda não passe de um mito, há provas de que o café começou por ser cultivado em mosteiros islâmicos no Iémen.

(Fonte)

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Lenda da descoberta do café

Conta a lenda que há mais de 1300 anos, no território de atual Etiópia, um jovem pastor árabe Kaldi observou uma tarde como suas cabras atuavam de uma forma estranha, correndo e dando saltos como loucas, depois de comer arbustos de frutos vermelhos.

O pastor, intrigado pelo que ocorria, decidiu levar as mostras de folhas e frutos a um mosteiro chamado Cheodet, onde os monges por curiosidade puseram os grãos para cozinhar. Ao provar a bebida, acharam tão ruim que jogaram ao fogo o que sobrou.

Mas os grãos, à medida que se queimavam, despediam um agradável aroma.

Os monges tentaram então voltar a preparar uma bebida com os grãos torrados e ficaram fascinados com o resultado.

Ao tomar-se o café, as orações dos monges já não foram suaves e calmas, mas recitadas em coro com alegria.

A lenda conta que o abade do mosteiro deu o nome de Kaaba à bebida, que em árabe quer dizer pedra preciosa de cor café.

(Fonte)

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Lenda do café

Conta a lenda que, há muito tempo, um jovem pastor chamado Kaldi tomava conta do seu rebanho de cabras numa montanha árida e ressecada na Abissínia, hoje Etiópia, onde poucas e desfolhadas plantas conseguiam incrustar suas raízes nas rochas. Kaldi percebeu durante certas noites que alguns de seus animais desapareciam atrás da montanha por algumas horas e voltavam saltitantes. Ele ficou apreensivo. Temia que suas cabras estivessem possuídas pelo demônio. Uma noite, ele as seguiu. Viu que engoliam com muito apetite pequenos frutos vermelhos de uma planta desconhecida. Logo em seguida, as cabras e um velho bode começaram a dançar sob a luz da lua. Kaldi recolheu e experimentou alguns grãos. Sentiu em sua boca uma agradável sensação refrescante. E assim como seu rebanho, também começou a dançar. Nunca se viu na Terra um pastor tão alegre. Kaldi falou de sua experiência a um monge da região, que também decidiu experimentar aqueles frutos. Levou uma porção até o monastério e preparou uma infusão. Percebeu que a bebida o ajudava a resistir ao sono, durante suas longas orações. A descoberta se espalhou rapidamente entre outros monastérios, e a bebida se difundiu. Evidências apontam que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yêmen.

(Fonte)


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A lenda do galo de Barcelos


O galo de Barcelos é um símbolo de Portugal, quer dizer, representa este país e hoje vão ficar a saber a lenda deste galo. Leiam, leiam. Se houver dúvidas, podem perguntar na próxima aula.



Diz a lenda que, há muitos, muitos anos, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.

Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.

Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:

- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não (= esp. "por si acaso"), ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz. Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.


Barcelos é uma pequena cidade do norte de Portugal


 Barcelos no mapa de Portugal


Barcelos fica no Distrito de Braga


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Hoje é 11 de novembro, dia de São Martinho




Adaptação da Lenda de S. Martinho pelos alunos da turma A do 4º ano de Odemira. No final podem também ouvir e cantar uma canção de Outono, "Castanhas" (com letra)

Obrigado à Nieves por este vídeo.




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Uma lenda do Alasca: A alma de uma baleia



Esta é uma lenda do Alasca que encontramos aqui, em O sotão da Inês, um dos nossos links, na coluna à direita do blogue. Podes ler cá em baixo ou aqui, é mais bonito, e as letras, maiores. Espero que leiam. Há algumas dificuldades, mas vamos a isso!

Antes de começar a ler, bom fim de semana prolongado!


A alma de uma baleia

Era uma vez um corvo estúpido e vaidoso que voou para muito, muito longe, pelo mar dentro. Voou, voou até que se sentiu cansado. Olhou para todos os lados À procura de um lugar onde descansar, mas não viu terra. Ficou tão cansado que mal tinha forças para bater as asas. Quando estava quase a mergulhar no oceano, viu surgir à superfície uma grande baleia e voou, direitinho, em direção à boca dela. Enquanto caia pelas goelas da baleia abaixo, pensou que iria morrer. Mas encontrou uma pequena casa, arrumada, cheia de luz e de conforto. Era feita de osso de baleia e mobilada como as casas dos homens. Na cama estava sentada uma jovem, que segurava uma lanterna acesa. Deu as boas-vindas ao corvo dizendo:
- Está à vontade! Mas, por favor, nunca toques na minha lanterna.
Ele prometeu nunca lhe mexer.
A jovem parecia muito inquieta. Estava sempre a levantar-se, saia pela porta e voltava a entrar.
- O que se passa, perguntou o corvo.
- Nada, respondeu a jovem. É a vida! A vida e o ar que respiramos.
O corvo começou a sentir curiosidade pela lanterna da jovem e, assim que ela voltou a sair do quarto, tocou na vela da lanterna. Imediatamente a rapariga caiu de cabeça pela porta fora e morreu. A vela da lanterna apagou-se.
Agora de nada valia ao corvo arrepender-se. O mal estava feito. A bela e confortável casa desaparecera e ele encontrava-se no meio de uma profunda escuridão, sentindo, à sua volta, o cheiro do óleo e do sangue da baleia.
Tentou encontrar a saída, mas só conseguiu andar às voltas sentindo o calor aumentar e perdendo as penas. Estas esvoaçavam em círculos e ele sufocava quase morto.
A rapariga era a alma da baleia e atravessava a porta para apanhar ar fresco de cada vez que a baleia respirava. O coração da baleia era a lanterna com a sua chama constante. Quando o corvo tocou na lanterna, apagou a chama do coração da baleia. A baleia morrera e o corvo estava preso dentro dela.
Lutou para sobreviver no meio do sangue e da escuridão e, por fim, conseguiu arrastar-se para fora da boca. Exausto, atirou-se para cima da carcaça flutuante. Por sorte começou uma tempestade que os empurrou em direcção a terra. As pessoas viram a carcaça da baleia e saíram nos seus caiaques para a puxarem para terra. O corvo viu-os e transformou-se num homem.
Em vez de dizer "meti-me com uma beleza que não compreendi e destrui-a", disse, gabando-se aos outros homens: "Matei a baleia! Matei a baleia!" E como era uma proeza muito grande nessa altura, tornou-se numa pessoa importante entre os homens.


Agora que a lenda acabou, sabem todos onde fica o Alasca?

A Wikipédia diz-nos que o Alasca (em inglês Alaska, em russo Аляска) é um dos 50 estados dos Estados Unidos e o maior em extensão territorial, sendo maior do que os estados americanos de Texas, Califórnia e Montana juntos (respectivamente o segundo, o terceiro e o quarto mais extensos)





segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O dia de S. Martinho contado por um menino


Esta é a lenda de S. Martinho contada por um menino. Muito breve, como podem ver. Vocês sabiam?


LENDA DE SÃO MARTINHO
O porquê do "Verão" de S. Martinho

O dia de S. Martinho comemora-se no dia 11 de Novembro.
Diz a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, porque estava quase nu.
O dia estava chuvoso e frio, e o velhinho estava encharcado.
O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada.
Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu.
Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.

1º ano Sala 7, E.B.1 - Nº2 da Rinchoa.

(Retirado de Malha Atlântica)


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Elvas - O cavaleiro que foi buscar o estandarte a Espanha

Fotografia de Emílio Moitas

Elvas tem por armas um homem a cavalo, armado com uma lança na mão direita da qual pende uma bandeira com as quinas de Portugal e em roda do escudo uma legenda. Essa legenda escrita em Latim tem como significado:

“Guardai-nos Senhor como às pupilas dos Vossos olhos”.

Diz a lenda que a origem destas armas foi o feito heróico do cavaleiro Gil Fernandes de Elvas que havia decidido ir a Badajoz e de lá trazer a bandeira real. Assim o fez. Mas, vindo uma multidão de cavaleiros castelhanos atrás dele, os cavaleiros de Elvas não abriram as portas do castelo.

Então Gil Fernandes disse:

-“ Morra o homem e fique a fama!”.

Levantando a bandeira por cima da muralha para dentro da cidade, fez frente aos inimigos. No entanto, morreu em desigual luta a matar castelhanos.

Dizem outros que o cavaleiro não é Gil Fernandes, mas D. Sancho I, no acto de tomar Elvas aos Mouros.

Cíntia Nunes
Raquel Baptista
Isabel Real
EB1 de Raposeira
4º ano prof.: Sandra Sande

(O texto foi retirado do mesmo lugar onde encontrámos a fotografia, na página do Flickr de Emílio Moitas)


O que são as quinas de que se fala lá em cima? As quinas são "Cada um dos cincos escudos que entram nas armas de Portugal." Vejam a bandeira portuguesa: