Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

segunda-feira, 29 de maio de 2017

"Lunes" é segunda-feira, meus caros!




Como três alunos da turma de 1º D traduziram "lunes" como primeira-feira 😞, vamos ler este artigo publicado numa página que se chama A Universidade das Crianças: "Porque domingo não se chama primeira-feira". A ilustração tão engraçada é deles também , mas os sublinhados são meus...

Os dias da semana são bem diferentes em português, mas é algo básico que todos devem saber, e como já foram estudados na sala de aula, não compreendo o despiste desses três alunos.

Mas antes de ler esse artigo, vamos clicar aqui: "Onde se terá escondido a "primeira-feira"?"

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Porque domingo não se chama primeira-feira


Se a gente tem segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira, por que não sétima-feira ou primeira-feira? Muito boa a pergunta que a Anna Carolina nos enviou pelo site. Já parou para pensar em por que o domingo não se chama primeira-feira?

De acordo com Eliana Mendes, que é doutora em Filologia e Lingüística Portuguesa e professora do departamento de Estudos Lingüísticos da Faculdade de Letras da UFMG, os nomes dos dias da nossa semana são profundamente influenciados pelo pensamento cristão, e não só isso. “Também o fato de a semana ter sete dias tem influência do cristianismo e do judaísmo – houve época para os romanos em que a semana tinha oito dias”, conta a professora. Mas, quanto aos nomes, a professora conta que “na língua do Império Romano, o Latim comum, os dias da semana eram nomeados em homenagem aos deuses pagãos (ou astros) que os romanos cultuavam”. E eram chamados assim:

Solis dies - dia do Sol (domingo)
Lunae dies – dia da Lua (segunda-feira)
Martis dies – dia de Marte (terça-feira)
Mercurii dies – dia de Mercúrio (quarta-feira)
Iovis dies – dia de Júpiter (quinta-feira)
Veneris dies – dia de Vênus (sexta-feira)
Saturni dies – dia de Saturno (sábado)

“Mas, na semana santa, comemorada pelos católicos, os dias da semana recebiam outros nomes porque eles achavam que não fazia muito sentido chamar os dias da semana por termos pagãos em uma época tão sagrada para o Cristianismo”, explica a professora. Isso era chamado de “Latim litúrgico” e é daí que vem esse “feira” dos dias da semana, derivado de “feria”, que quer dizer “dia de descanso” em Latim. Quem estabeleceu esses nomes especiais para os dias da Semana Santa foi Martinho de Dume, bispo da cidade de Braga, em Portugal, no quinto século depois de Cristo.

Assim, os nomes eram:

Prima feria (domingo)
Secunda feria (segunda-feira)
Tertia feria (terça-feira)
Quarta feria (quarta-feira)
Quinta feria (quinta-feira)
Sexta feria (sexta-feira)
Septima feria (sábado)

“Todos os dias eram “feria”, de descanso, porque era a Semana Santa. Então, a primeira-feira existia, mas recebeu o nome de “Dominus Dei”, ou “dia do Senhor” (em homenagem à ressurreição de Cristo), de onde deriva o domingo”, explica a professora. “Já o sábado vem de “shabbat”, dia de descanso dos judeus”, conclui. E veja só que legal: se “feria” em Latim é “dia de descanso”, faz sentido que a gente tenha “férias” em Julho e em Dezembro, não é mesmo? E o mais engraçado é que os dias de “feria” da nossa semana são os dias em que a gente trabalha e estuda. Já pensou ter uma semana com cinco dias de folga? :)


Universidade das Crianças:  "Porque domingo não se chama primeira-feira"

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Marioneta (Paul Klee)



Paul Klee (1879 — 1940) foi um pintor e poeta suíço naturalizado alemão. O seu estilo, grandemente individual, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo, e surrealismo.

(Wikipédia)



(Só pela curiosidade, o apelido deste pintor, a palavra Klee, significa trevo em alemão)







sexta-feira, 19 de maio de 2017

Cacela Velha e Ria Formosa



Cacela Velha é uma aldeia localizada numa elevação arenítica em frente à Ria Formosa e ao mar (freguesia de Vila Nova de Cacela, Vila Real de Santo António), de onde se vislumbra uma das mais belas panorâmicas do sotavento algarvio.

(Wikipédia)



Fortaleza de Cacela Velha com vista sobre a Ria Formosa
 (Fotografia de Marc Ryckaert)





quinta-feira, 18 de maio de 2017

Uma canção para Abril no mês de maio



A Abril é uma aluna da turma de 1º D. Será que ela nasceu nesse mês? Quase, quase, porque nasceu quando março estava a terminar. Se calhar, foi por isso que ela recebeu este nome, que é pouco frequente (eu nunca conheci ninguém que se chamasse assim), mas muito bonito.

Bem, agora que estamos no meio de maio e a caminho de junho, vai dedicada à Abril esta canção da cantora e compositora angolana Aline Frazão, que se intitula Tanto. Esta gravação foi feita em Barcelona. É por isso que ela apresenta a canção em espanhol. Espero que gostem todos!



 A cantora Aline Frazão




segunda-feira, 15 de maio de 2017

Uma pintura de Amadeo de Souza Cardoso



Amadeo de Souza-Cardoso (1887 – 1918) foi um pintor português.

Pertencente à primeira geração de pintores modernistas portugueses, Amadeo de Souza-Cardoso destaca-se entre todos eles pela qualidade excecional da sua obra e pelo diálogo que estabeleceu com as vanguardas históricas do início do século XX.

(Wikipédia)



domingo, 14 de maio de 2017

Afinal, Portugal ganhou o Festival de Eurovisão deste ano!

Eduardo Sobral a cantar em Kiev na noite de sábado



AMAR PELOS DOIS

Amar pelos dois
Se um dia alguém
Perguntar por mim
Diz que vivi
Para te amar

Antes de ti
Só existi
Cansado e sem nada p’ra dar
Meu bem

Ouve as minhas preces
Peço que regresses
Que me voltes a querer

Eu sei
Que não se ama sozinho
Talvez devagarinho
Possas voltar a aprender

Se o teu coração
Não quiser ceder
Não sentir paixão
Não quiser sofrer

Sem fazer planos
Do que virá depois
O meu coração
Pode amar pelos dois

Autoria: Luísa Sobral | Interpretação: Salvador Sobral



Bom dia, domingo!








quinta-feira, 11 de maio de 2017

A canção de Portugal em Eurovisão



Esta é a canção com que participa Portugal no Festival de Eurovisão. Não é, com certeza, uma típica canção de festival. Foi composta por Luísa Sobral, que vocês conhecem (no blogue já ouvimos: "João", "Natal mais uma vez" e "O meu cão"),  e é cantada pelo irmão dela, Eduardo Sobral.

Em baixo podem ouvir a versão acústica.


AMAR PELOS DOIS

Amar pelos dois
Se um dia alguém
Perguntar por mim
Diz que vivi
Para te amar

Antes de ti
Só existi
Cansado e sem nada p’ra dar
Meu bem

Ouve as minhas preces
Peço que regresses
Que me voltes a querer

Eu sei
Que não se ama sozinho
Talvez devagarinho
Possas voltar a aprender

Se o teu coração
Não quiser ceder
Não sentir paixão
Não quiser sofrer

Sem fazer planos
Do que virá depois
O meu coração
Pode amar pelos dois

Autoria: Luísa Sobral | Interpretação: Salvador Sobral








Uma garagem ao lado da Travessa de São Joãosinho, em Évora


Quando íamos a caminho da Universidade passamos junto de uma ruazinha chamada, como veem, Travessa de São  Joãosinho (uma travessa é uma" rua estreita e curta que estabelece comunicação entre duas ruas principais", diz-nos a Infopédia) e ao lado dela havia uma garagem, pois é, "uma" e não "um", como sabem, ou deviam saber, todos...

A partir desta garagem, a professora Ara aproveitou para dar uma breve revisão do género de algumas palavras portuguesas que é diferente das palavras espanholas, como garagem, sangue, leite, sal ou nariz. A aprender no terreno!

Aqui, podem ler "Algumas mudanças de género"





quarta-feira, 10 de maio de 2017

8 de maio, Dia Internacional do Burro



Anteontem, dia 8 de maio, foi o Dia Internacional do Burro. Soube ontem por acaso e acho que vale a pena que vocês saibam também da sua existência.

Coitados dos burrinhos! Cada vez há menos e são tão lindos, não acham?








terça-feira, 9 de maio de 2017

Resumo da visita das turmas de 2º a Évora

A caminho da Praça do Giraldo

Na passada terça-feira, dia 2, um grupo de 31 alunos de Português das turmas de 2º B, C e D, fizeram uma viagem à bela cidade alentejana de Évora, onde há tanto para ver, admirar e aprender. Uma primeira visita para estes alunos, que foram acompanhados pelos professores de Português Pedro e Ara, mais o professor de História, Emílio, diretor de turma de 2º D.

Depois de descer do autocarro, começámos a caminhar em direção à Praça do Giraldo, mítica praça e ponto onde começar a nossa visita. Em primeiro lugar, um breve descanso para comer e beber qualquer coisa. Visita ao Posto de Turismo e todos os alunos receberam uma planta da cidade, que servirá na sala de aula para praticar a indicação de percursos: "O senhor segue em frente por esta rua, e depois vira na terceira rua à esquerda..."



A seguir, pela Rua 5 de Outubro até à Sé Catedral, onde o professor de Historía, Emílio, deu algumas explicações sobre a fachada, os arcos, etc.






 O professor Emílio a explicar


Daí fomos para o Templo Romano (“erroneamente conhecido como Templo de Diana”) e depois para o Jardim de Diana. O dia estava ótimo, céu limpo e, se calhar, muito calor, mas não vamos queixar-nos pelo calor, pois não? Ninguém teria gostado de chuva, claro.











A seguir, fomos para a Universidade (“foi fundada em 1 de Novembro de 1559 pelo Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora, mais tarde Rei de Portugal”), onde admirámos o belíssimo claustro e descansámos um bocado do calor.





 A Maria, a Cláudia, a Amparo e a Maria a posar


Parece que o Sérgio não queria aparecer na fotografia...

Eram já horas de almoço para os estômagos espanhóis e daí fomos a caminho do Jardim Público, onde os alunos almoçaram e os professores também, bem perto, à vista da Igreja de S. Francisco.

Não estava prevista a vista à famosa Capela dos Ossos. Foi proposta aos alunos e 5 deles visitaram-na acompanhados do professor Pedro.





Por volta das 18:15 espanholas, subimos ao autocarro que nos levou de regresso para Badajoz. Foi um belo dia para todos, alunos e professores.


Pedimos ao motorista do autocarro para sair por esta parte de Évora e poder ver o Aqueduto.






segunda-feira, 8 de maio de 2017

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A Lucía e o seu galo



Quando íamos a caminho do parque para almoçar em Évora na passada terça-feira, a Lucía, sem dar por isso, bateu com a cabeça na grade de uma janela. Coitada! Um belo golpe, mas o nosso colega Emílio pediu uma pedra de gelo num bar e o galo da nossa aluna foi bem pequenino. Afinal, não foi nada, mas doeu... Que o diga a Lucía!

Aprendemos, então, que para além de um animal, um galo é também isto:

4. popular. intumescência na cabeça, proveniente de contusão; carolo, tolontro (Infopédia)






terça-feira, 2 de maio de 2017

Alunos de 2º B, C e D em Évora



Cá estão os 31 alunos das turmas do 2º ano da ESO B, C e D que fizeram hoje uma viagem cultural à bonita cidade alentejana de Évora.

Onde é que estão? Nas escadas da Sé.

Mais fotografias para outro dia.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Uma curta de animação: A ponte











"Uma comida rica?"



Como dizem alguns alunos: "O bacalhau/arroz, etc. está muito rico"... Ai, o espanhol a trair-nos mais uma vez...


port. rico
adjetivo
1.que tem riquezasopulento
2.abundantefértil
3.magníficoesplêndido
4.preciosovalioso
5.beloagradável
6.querido
7.figurado feliz
nome masculino
indivíduo que tem riquezas ou possui coisas de valor
Do gótico reiks, «poderoso», pelo antigo alto- al. rihhi, «idem»


esp. rico
adjetivo
1. (adinerado) rico, abastado
2. (abundante) rico [en, em], abundante [en, em];
rico en vitaminas rico em vitaminas
3. (comida) saboroso, gostoso, delicioso


Infopédia. Dicionários da Porto Editora




Atenção: TUDO e todo



Há diferença entre tudo (invariável) / todo (variável: todo, toda, todos, todas) em português. Gera muita confusão nos alunos espanhóis, ou hispano-falantes para melhor dizer. Mas achei este vídeo, e julgo que será bom para alguns (muitos?) de vocês.





De manhã, à tarde, à noite; de manhã, à tarde, à noite...









quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cumprimentar, apresentar e apresentar-se...


Para os alunos do 1º ano, estes diálogos retirados do livro Lusofonia, como apoio do que estamos a estudar neste momento.


A Ana e o João estão numa esplanada. O Carlos passa na rua e cumprimenta a Ana.

Carlos: Olá, viva!
Ana: Olá, bom dia!
João: Quem é ele? Eu não o conheço...
Ana: É o Carlos Santos. É meu vizinho.
João: O que é que ele faz?
Ana: Trabalha na Rádio.
João: Ah sim ? É jornalista?
Ana: Não. Trabalha nos serviços administrativos.
João: Parece simpático!...
Ana: Ele é simpático... É mesmo muito simpático!...



A Joana encontra a Teresa e apresenta-lhe o irmão, o Miguel.

Joana: Olá, Teresinha, bom dia!
Teresa: Ó Joana! Olá, por aqui? Estás boa?
Joana: Estou ótima. É verdade, já conheces o meu irmão?
Teresa: É o teu irmão?! Sou a Teresa Almeida. Muito prazer.
Miguel: Muito prazer. Miguel Ramos.
Joana: Para onde é que tu vais?
Teresa: Vou para a biblioteca.
Miguel: Olha que coincidência! Nós também...
Joana: Ótimo! Vamos todos...



O João e o Pedro são amigos e encontram-se na rua por acaso ...

João: Olá. Bom dia. Tudo bem?
Pedro: Olá, João! Viva! Como é que estás?
João: Estou ótimo. Onde é que vais?
Pedro: Vou ali ao quiosque, vou comprar o jornal; queres vir também?
João: Não, agora não posso. Não tenho tempo. Eu telefono-te mais tarde, OK?
Pedro: Está bem. Então até logo.
João: Até logo.



A D. Manuela apresenta a sra. D. Ana Oliveira ao Director.

D. Manuela: Dá-me licença , sr. Director? Está aqui uma senhora que quer falar com o senhor . É jornalista.
Dir: Ah, sim? Pode mandar entrar.
D. Manuela: Faça favor de entrar, minha senhora.
[Para a senhora] Apresento-lhe o senhor director.
[Para o director] É a senhora D. Ana Oliveira.
Ana: Boa tarde, sr. Director. Sou a Ana Oliveira. Muito prazer.
Dir: Faça o favor de se sentar. Toma um café?
Ana: Um café? Tomo com muito gosto. Muito obrigada.




terça-feira, 25 de abril de 2017

O 25 de Abril para as Crianças: O Tesouro, de Manuel António Pina



Vamos ler um breve conto intitulado O Tesouro, escrito por Manuel António Pina, para que vocês comprendam o significado da Revolução do 25 de Abril de 1974, conhecida como a Revolução dos Cravos, para a história contemporânea de Portugal.

Arquivo Electrónico / O 25 de Abril para os mais novos








"A música que em 25 de Abril de 1974 lançou os Militares Portugueses para a rua. Era o inicio do golpe de Estado. "Acabava" a Ditadura.."




segunda-feira, 24 de abril de 2017

De "-ción" espanhol a -ção português


Estão a ver? É muito fácil aprender muito vocabulário português sem esforço sendo espanhol ou falando a nossa língua.

Vou dar uma dica muito fácil. Como passar de palavras espanholas que terminam em -ción para as correspondentes palavras portuguesas. Substituímos esta terminação por -ção, e pronto, já temos a palavra em português. A origem é a terminação latina -tione (Já temos falado várias vezes do latim, língua mãe das nossas duas línguas).

Por exemplo, vejam como é fácil passar do espanhol "canción" para o português canção.

Agora podem fazer vocês:

imaginación, tentación, nación, situación, animación, edición, loción, tradición...


Há algumas excepções como lição ("lección"), mas não faz mal. Essas excepções vocês aprendem aos poucos.


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"Karingana ua karingana"



Karingana ua karingana: Fórmula clássica de iniciar um conto em Moçambique e que possui o mesmo significado de “Era uma vez”.  É o título de um livro do poeta moçambicano José Craveirinha.