Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

sexta-feira, 22 de março de 2013

Última mensagem antes das férias

Alunos da nossa Escola que participaram no intercâmbio do ano passado a jogarem futebol nas instalações da EBI João Roiz de Castelo Branco


A Rocío, o Víctor, a Fátima, o Felipe, a Alba e o Carlos (do 2º ano), mais o Alberto, o Javi, a Marta, a Amira, a Laura, a Nuria e a Elena (do 3º ano) são os alunos que participam no segundo intercâmbio com a EBI João Roiz de Castelo Branco que se realizará nos dias 2, 3 e 4 de abril.

Ja contarei aqui como é que tudo correu. As professoras e os alunos portugueses virão nos dias 8, 9 e 10 de maio. Esta é a última mensagem antes das férias, que começam hoje.

Divirtam-se (e não se esqueçam dos livros; há tempo para tudo!)

Um bocado de música para a despedida. Estes  são os GNR, uma banda do Porto que faz parte da história da música rock em Portugal.






Asa de rolieiro (Albrecht Dürer)


Albrecht Dürer (1471 - 1528) foi um gravador, pintor, ilustrador, matemático e teórico de arte alemão. Esta Asa de rolieiro é uma aguarela dele pintada no ano 1512, como podem ver. E reparem na assinatura do artista: as suas iniciais.


Para ver um rolieiro (em espanhol, carraca)


quinta-feira, 21 de março de 2013

167º aniversário de Rafael Bordalo Pinheiro

 

Hoje vimos na sala de aula, ao usar o Google em português, uma figura desconhecida para os alunos. É natural. Essa figura era a do Zé Povinho, criada pelo  artista Rafael Bordalo Pinheiro, que nasceu tal dia como hoje há 167 anos.



Rafael Bordalo Pinheiro (1846 - 1905) foi um artista, de obra vasta dispersa por longas dezenas de livros e publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal, político e social, jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo próprio que a levou a uma visibilidade nunca antes atingida. É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português.


 O Zé Povinho a fazer um manguito



Dia Mundial da Poesia


Hoje é o Dia Mundial da Poesia e festejamo-lo com uns versos do português Manuel da Fonseca. Viva a Poesia!


O VAGABUNDO DO MAR

Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É, por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Essas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.

Manuel da Fonseca 





quarta-feira, 20 de março de 2013

As margens da alegria (João Guimarães Rosa)



Afinal, o "noutro dia" que eu escrevi num comentário foi hoje... Esta mensagem vai dedicada para o José Francisco, que quis saber um pouco do autor brasileiro João Guimarães Rosa, de quem foi publicada aqui anteontem uma citação.

Este é o começo de um conto dele, "As margens da alegria", que faz parte do livro Primeiras estórias. É muito difícil para vocês, mas, enfim, lá vai... Quem é que se anima?

"O conto é a primeira viagem de um menino, a descoberta do mundo..."






Esta é a estória. Ia um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Saíam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A Mãe e o Pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A Tia e o Tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O vôo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçôo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem-lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não-sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se - certo como o ato de respirar - o de fugir para o espaço em branco. O Menino.

E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe balas, chicles, à escolha. Solicito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento - bastando a gente premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel mundo. Entregavam-lhe revistas, de folhear, quantas quisesse, até um mapa, nele mostravam os pontos em que ora e ora se estava, por cima de onde. O Menino deixava-as, fartamente, sobre os joelhos, e espiava: as nuvens de amontoada amabilidade, o azul de só ar, aquela claridade à larga, o chão plano em visão cartográfica, repartido de roças e campos, o verde que se ia a amarelos e vermelhos e a pardo e a verde; e, além, baixa, a montanha. Se homens, meninos, cavalos e bois - assim insetos? Voavam supremamente. O Menino agora, vivia; sua alegria despedindo todos os raios. Sentava-se, inteiro, dentro do macio rumor do avião: o bom brinquedo trabalhoso. Ainda nem notara que, de fato, teria vontade de comer, quando a Tia já lhe oferecia sanduíches. E prometia-lhe o Tio as muitas coisas que ia brincar e ver, e fazer e passear, tanto que chegassem. O Menino tinha tudo de uma vez, e nada, ante a mente. A luz e a longa-longa-longa nuvem. Chegavam.


É possível estar em dois lugares ao mesmo tempo?


Pois é, meninos e meninas, é possível, como bem podem ver, e alguns de vocês já sabem por experiência própria.



Balada do sino (José Afonso)


Um dos maiores cantores portugueses de sempre, José Afonso, canta aqui a Balada do sino. O que é um sino? Vejam en baixo.


BALADA DO SINO

Uma barquinha
Lá vem lá vem
Dim Dem
Na barquinha de Belém

Senhor Barqueiro
Quem leva aí
Dão Dim
Na barquinha d'Aladim

Levo a cativa
Duma só vez
Dois, três
Na barquinha do Marquês

Ao romper d'alva
Casada vem
Dim Dem
Na barquinha é que vai bem

Se a tem guardada
Deixe-a fugir
Dão Dim
Na barquinha do Vizir

Lá vai roubada
Lá vai na mão
Dim Dão
Na barquinha do ladrão



Um sino pequenino




Um grande sino



terça-feira, 19 de março de 2013

Um olhar africano



Quanta profundidade no olhar deste rapaz! Uma fotografia de João Pedro, algures em África. Será Moçambique?




segunda-feira, 18 de março de 2013

"Todo abismo é navegável..."

Fonte: Humor inteligente


Um dos maiores escritores brasileiros de sempre, João Guimarães Rosa.




Intercâmbio 2013 com a EBI João Roiz de Castelo Branco

 Museu Francisco Tavares Proença (Fotografia de Vítor Junqueira)

Como já sabem os alunos de Português da ESO da nossa Escola, este ano voltamos a realizar um intercâmbio com a EBI João Roiz de Castelo Branco dentro do Projeto REALCE (Região Educativa Alentejo -  Centro - Extremadura).




Há uma pequena diferenca de duração se compararmos com o ano anterior: desta vez não será um intercâmbio de segunda a sexta, mas de terça a quarta: dias 2, 3 e 4 de abril, logo após as férias da Páscoa (os nossos amigos portugueses virão em maio, de quarta a sexta, dias 8, 9 e 10).

As circunstâncias são diferentes; também as dificuldades, maiores nos dois países, e daí a redução dos dias e, se calhar, dos alunos que fazem parte deste intercâmbio: 13 pela nossa parte (não somos supersticiosos!) e, finalmente, 12 pela outra, por uma aluna ter desistido.

Mas apesar de tudo, acho que a ilusão e a vontade de participar destes alunos (8 raparigas e 5 rapazes) das turmas de 2º A, 2º B, 2º D, 3º A e 3º D não serão menores do que as dos colegas do ano passado. O convívio com os colegas portugueses e as famílias deles, as atividades, conhecer uma Escola com umas instalações ótimas: as salas de aulas, o enorme pátio, o fabuloso pavilhao desportivo... De fazer inveja mesmo.

Os amigos da EBI João Roiz esperam por nós no próximo dia 2 de abril. Tempo depois será publicado um resumo com fotografias da nossa visita.

Para dar uma vista de olhos, este link: Agrupamento de escolas João Roiz