Blogue dos alunos de português de 1º e 2º da ESO do IES 'M. DOMINGO CÁCERES', em Badajoz, Espanha (2010-09-01 a 2020-01-17)
Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
O que é bajular?
Vão aprender uma palavra nova: bajular. E quem faz isto é um bajulador ou uma bajuladora. Há pessoas que gostam de serem bajuladas. É pena.
(Na língua do dia a dia diz-se dar graxa e a pessoa é graxista)
O que diz o dicionário da Infopédia?
bajular
verbo transitivo
elogiar em excesso, geralmente com o fim de obter algo em troca; adular; lisonjear
Do latim bajulāre, «carregar às costas»
(Na língua do dia a dia diz-se dar graxa e a pessoa é graxista)
O que diz o dicionário da Infopédia?
bajular
verbo transitivo
elogiar em excesso, geralmente com o fim de obter algo em troca; adular; lisonjear
Do latim bajulāre, «carregar às costas»
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Vista aérea de Estremoz
"Estremoz, uma cidade Alentejana no distrito de Évora, uma antiga Praça Militar, com muralha medieval, Paço Real, e muralha abaluartada, carregada de história. Um percurso pela Vila Velha, e pela parte baixa conhecida por Rossio, filmadas do ar e de solo."
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A Pedreira d'el Rey em Vila Viçosa
Estamos em Vila Viçosa, no Alentejo: "O buraco da Pedreira d’el Rey é tão fundo que as gruas lá em baixo parecem formigas."
© Jorge Vieira
© Jorge Vieira
Eu acho que vocês não faziam o que este aluno fez
Estão a ver como é que este aluno resolveu o problema? À partida, rimos, mas sinceramente, faz pena. Será que ele nunca ouviu falar de Pitágoras?
Minha rica lã (António Torrado)
Fotografia de Leonardo Aragão
MINHA RICA LÃ
Esta ovelha está muito triste.
Veio o tosquiador e rape-rape-rape deixou-a sem pêlo.
Ela que tanto se orgulhava dos seus caracóis, ela tão cheia de si como uma senhora de casaco de peles, ela tão pesada e repolhuda, ficar assim por metade, nuazinha, envergonhada e tiritante, era caso de meter dó.
— Quero a minha lã — balia a ovelha tosquiada. Foi ter com o pastor.
— Eu não tenho culpa — disse-lhe ele. — Quem arrecadou a tua lã foi o cardador.
A ovelha foi ter com o cardador que se encarrega de limpar, separar e desfibrar a lã tosquiada.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Já não é da minha conta — disse o cardador. — A fiandeira levou toda a cardação.
A ovelha foi ter com a fiandeira que torce os fios, de maneira a que fiquem consistentes e de espessura uniforme.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Já não a tenho comigo — disse a fiandeira. — O tecelão levou o novelo todo.
A ovelha foi ter com o tecelão que cruza e entrelaça os fios no tear, para formar o tecido.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Já não está nas minhas mãos — disse o tecelão. — O dono da fábrica de confecções levou a peça de fazenda com ele.
A ovelha foi ter à fábrica de confecções, onde são cortadas, moldadas e cosidas as fazendas, vindas da fábrica de tecelagem.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha ao capataz da fábrica de confecções.
— Já não é comigo — disse o capataz. — As costureiras fizeram casacos de lã, que os lojistas compraram.
A ovelha dera voltas e voltas. Estava cansada. Perdera muito tempo, à procura da sua rica lã. De um lado para outro demorara meses, na sua busca. O que uma ovelha passa, quando se lhe mete uma ideia na cabe-ça. Mas não era hora de desistir.
Foi ter a uma loja de roupas.
Atendeu-a um caixeiro muito delicado:
— Vossa Excelência o que deseja?
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Vossa Excelência deseja a lã da mesma cor daquela que usa ou tem outra preferência? — perguntou o caixeiro.
Só então a ovelha, ao passar os olhos por um dos espelhos da loja, é que reparou em si. Estava toda coberta de lã, tal e qual como antes de ter sido tosquiada.
— Afinal já estou servida, obrigada — disse a ovelha, mais tranquila. E saiu da loja com o seu próprio carrego de lã.
https://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/11/06/minha-rica-la-ant-torrado/
(Lido em Histórias em Português)
Esta ovelha está muito triste.
Veio o tosquiador e rape-rape-rape deixou-a sem pêlo.
Ela que tanto se orgulhava dos seus caracóis, ela tão cheia de si como uma senhora de casaco de peles, ela tão pesada e repolhuda, ficar assim por metade, nuazinha, envergonhada e tiritante, era caso de meter dó.
— Quero a minha lã — balia a ovelha tosquiada. Foi ter com o pastor.
— Eu não tenho culpa — disse-lhe ele. — Quem arrecadou a tua lã foi o cardador.
A ovelha foi ter com o cardador que se encarrega de limpar, separar e desfibrar a lã tosquiada.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Já não é da minha conta — disse o cardador. — A fiandeira levou toda a cardação.
A ovelha foi ter com a fiandeira que torce os fios, de maneira a que fiquem consistentes e de espessura uniforme.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Já não a tenho comigo — disse a fiandeira. — O tecelão levou o novelo todo.
A ovelha foi ter com o tecelão que cruza e entrelaça os fios no tear, para formar o tecido.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Já não está nas minhas mãos — disse o tecelão. — O dono da fábrica de confecções levou a peça de fazenda com ele.
A ovelha foi ter à fábrica de confecções, onde são cortadas, moldadas e cosidas as fazendas, vindas da fábrica de tecelagem.
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha ao capataz da fábrica de confecções.
— Já não é comigo — disse o capataz. — As costureiras fizeram casacos de lã, que os lojistas compraram.
A ovelha dera voltas e voltas. Estava cansada. Perdera muito tempo, à procura da sua rica lã. De um lado para outro demorara meses, na sua busca. O que uma ovelha passa, quando se lhe mete uma ideia na cabe-ça. Mas não era hora de desistir.
Foi ter a uma loja de roupas.
Atendeu-a um caixeiro muito delicado:
— Vossa Excelência o que deseja?
— Quero a minha lã — exigiu a ovelha.
— Vossa Excelência deseja a lã da mesma cor daquela que usa ou tem outra preferência? — perguntou o caixeiro.
Só então a ovelha, ao passar os olhos por um dos espelhos da loja, é que reparou em si. Estava toda coberta de lã, tal e qual como antes de ter sido tosquiada.
— Afinal já estou servida, obrigada — disse a ovelha, mais tranquila. E saiu da loja com o seu próprio carrego de lã.
https://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/11/06/minha-rica-la-ant-torrado/
(Lido em Histórias em Português)
Morena dos olhos d'agua (Chico Buarque)
Desenhos de Fefê Torquato para esta canção de Chico Buarque, Morena dos olhos d'água.
O sonho de uma gulosa
O sonho de uma gulosa não é o título desta aguarela de Emanuel Schongut, mas podia ser... O título original é Candy.
Um desenho de Michel Ribeiro
Um rapaz de olhos fechados a ouvir música, muito concentrado, à vontade... Um desenho de Michel Ribeiro.
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Olhamos e imaginamos
Uma fotografia de kiciarandagia. Não tem título, mas quase que podíamos nós inventar um: por exemplo, O olhar da menina, ou Olhares (embora saibamos que o abutre não vê nada, claro!), ou... que titulo é que vocês dariam?
Comparem os tamanhos! O que estará a pensar essa menina? Se calhar, imagina como que essa ave voaria lá bem alto no céu...
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