Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Canção de Natal (Chico Buarque)

Iluminação do Cristo Redentor especial para o Natal, no Rio (23-12-2015).
Fotografia de Yasuyoshi Chiba(AFP)


CANÇÃO DE NATAL

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Olha a cidade que linda
Até parece deserta
A meninada dormindo
De janela aberta

Papai Noel completa toda coleção
Boneca, bicicleta, bola, bala e balão

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Pra quem não tem seu tesouro
A vida é só uma esperanca
E nada vale mais ouro que inda ser crianca
Quem não vive de amor não vai viver sempre assim
Papai Noel planta flor onde não tem jardim

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal
Ah quem me dera fosse o ano inteiro igual

Papai Noel volta só
Papai Noel volta a pé
Papai Noel sem trenó
Pra casa sem chaminé

Em casa só sem crianca
Ele vai ler o jornal

Que bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal

Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom
Tão bom que foi o Natal





Mulemba Xangola (Bonga, Marisa Monte e Carlinhos Brown )


Esta música não é assim muito própria do Natal, mas acho que faz bem aos olhos e aos ouvidos. E traz alegria também!

O cantor Bonga, angolano, mais dois brasileiros, Marisa Monte e Carlinhos Brown, cantam esta composição do primeiro, Bonga: Mulemba Xangola.

A mulemba é uma árvore, uma figueira.

mulemba

Angola BOTÂNICA árvore da família das Moráceas, de elevado porte e copa volumosa muito ramificada, considerada a árvore da realeza angolana, pois à sua sombra se reuniam os chefes das tribos.

(Do quimbundo mulemba, a partir de kulemba, «escurecer»)

“Mulemba Xangola” virou música. Bonga e Lura e até os brasileiros Marisa Montes e Carlinhos Brown cantam-na a pulmões abertos, em celebração da raiz comum entre Angola e Brasil, Luanda e Salvador da Bahia. Como relembra a música, o significado desta árvore é muito mais que semba, ritmo e passadas. Na margem direita de quem vai para norte, indo de Luanda, em frente a um resort que adoptou o seu nome, a Mulemba Waxa N’gola é um dos símbolos máximos da ancestralidade desta terra.

(Rede Angola)






Natal sem sinos (Manuel Bandeira)

Um sino


NATAL SEM SINOS

No pátio a noite é sem silêncio.
E que é a noite sem o silêncio?
A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos
Do meu Natal sem sinos?

Ah meninos sinos
De quando eu menino!

Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio.
Sinos do Poço, do Monteiro e da Igrejinha de Boa Viagem.

Outros sinos
Sinos
Quantos sinos

No noturno pátio
Sem silêncio, ó sinos
De quando eu menino,
Bimbalhai meninos,
Pelos sinos (sinos
Que não ouço), os sinos de
Santa Luzia.

Manuel Bandeira




Coisas que não há que há (Manuel António Pina)


Este poema de Manuel António Pina (1943 - 2012), jornalista e escritor português, já foi publicado no blogue em 2015, mas achei este vídeo e vale a pena que vocês conheçam estes versos: ouvimos e lemos ao mesmo tempo.

Manuel António Pina foi um grande poeta e dedicou parte da sua obra às crianças e aos mais jovens.

(Ágora Gaia)


Coisas que não há que há

Uma coisa que me põe triste
é que não exista o que não existe.
(Se é que não existe, e isto é que existe!)
Há tantas coisas bonitas que não há:
coisas que não há, gente que não há.
bichos que já houve e já não há,
livros por ler, coisas por ver,
feitos desfeitos, outros feitos por fazer,
pessoas tão boas ainda por nascer
e outras que morreram há tanto tempo!
Tantas lembranças de que não me lembro,
sítios que não sei, invenções que não invento,
gente de vidro e de vento, países por achar,
paisagens, plantas, jardins de ar,
tudo o que eu nem posso imaginar
porque se o imaginasse já existia
embora num lugar onde só eu ia...

Manuel António Pina


"A sopa de letras" é outro poema de Manuel António Pina no nosso blogue.





Cavalinho, cavalinho (Fausto)


O poema é de Matilde Rosa Araújo e a música e a voz são de Fausto:


CAVALINHO, CAVALINHO

Cavalinho, cavalinho
Que baloiça e nunca tomba;
Ao montar meu cavalinho
Voo mais do que uma pomba!

Cavalinho, cavalinho,
De madeira mal pintada:
Ao montar meu cavalinho
As nuvens são minha estrada!

Cavalinho, cavalinho
Que meu pai me ofereceu:
Ao montar meu cavalinho
Toco as estrelas do céu!

Cavalinho, cavalinho
Já chegam meus pés ao chão:
Ao montar meu cavalinho
Que triste meu coração!…

Cavalinho, cavalinho
Passou tempo sem medida:
Tu continuaste baixinho
E eu tornei-me tão crescida.

Cavalinho, cavalinho
Por que não cresces comigo?
Que tristeza, cavalinho,
Que saudades, meu Amigo!

Matilde Rosa Araújo

De O Livro da Tila




Meninos na neve (1959)


O fotógrafo japonês Unosuke Gamou retratou a alegria destes meninos ao cair a neve um dia de 1959. Há sessenta anos!

A mesma alegria que sentiria hoje qualquer miúdo como estes em qualquer parte do mundo ao ver e sentir a neve. E depois, toca a fazer bolas e atirar contra os outros!




sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Uni Duni Tê (Bianca Pinheiro)



Uni duni duni tê, ô ô ô ô
Salamê minguê, ô ô ô ô
Sorvete colorê
Sonho encantado onde está você?



Vamos dar uma volta por Lisboa





Adaptação do conto africano "Porque a girafa não tem voz?"



Adaptação do conto africano "Porque a girafa não tem voz?" feita pelo aluno Kaue Leonardo Lima. Imagens feitas pelos alunos da turma 71 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Morada do Sol, do município de Campo Bom/RS.

Trabalho realizado nas aulas de Ética e Cidadania para o curso de pós-graduação em Mídias na Educação da UFPEL.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Três amigas de Porto Alegre


Lindas meninas, fotografia de Manoela de Oliveira, no estado de Porto Alegre, no Brasil.