Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

quarta-feira, 25 de março de 2015

A rã e o escorpião



Alguém conhece esta fábula que o grego Esopo escreveu há muito muito tempo? Reparem que ele viveu entre o século VII e o VI a.C!


A RÃ E O ESCORPIÃO

Uma rã estava na beira do rio quando um escorpião lhe pediu que o deixasse ir nas suas costas para a outra margem do rio. A rã nega.

- És doido! - diz-lhe - ferras-me o teu veneno e matas-me.

Ao que o escorpião lhe responde que isso não faz sentido. Se a rã for ao fundo, ele escorpião, também vai. Que sentido faz morrerem os dois?

A rã pensa um pouco e acaba por aceder.

- Anda lá - diz-lhe.

A meio da travessia do rio, o escorpião ferra o veneno na rã, que começa a desfalecer. Na agonia, diz-lhe:

- Que foste fazer? Não vês que assim morremos os dois? Tu próprio disseste que isso não fazia sentido!

- O que queres? - responde-lhe o escorpião - é esta a minha condição!