Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Parêmia de cavalo (Carlos Drummond de Andrade)



Não vamos esquecer que a palavra cavalo se escreve em português com v, pois não? O poeta brasileiro que escreveu estes versos, Carlos Drummond de Andrade,  nasceu num dia como este, 31 de outubro, mas do ano 1902, em princípios do século passado. Nós continuamos a ler os seus poemas e as suas palavras, como esta citação:

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."

Eu espero é que vocês aprendam português e conheçam uma parte do mundo através da língua portuguesa.


PARÊMIA DE CAVALO

Cavalo ruano corre todo o ano
Cavalo baio mais veloz que o raio
Cavalo branco veja lá se é manco
Cavalo pedrês compro dois por mês
Cavalo rosilho quero com filho
Cavalo alazão a minha paixão
Cavalo inteiro amanse primeiro
Cavalo de sela mas não pra donzela
Cavalo preto chave de soneto
Cavalo de tiro não rincho, suspiro
Cavalo de circo não corre uma vírgula
Cavalo de raça rolo de fumaça
Cavalo de pobre é vintém de cobre
Cavalo baiano eu dou pra fulano
Cavalo paulista não abaixa a crista
Cavalo mineiro dizem que é matreiro
Cavalo do sul chispa até no azul
Cavalo inglês fica pra outra vez.

Carlos Drummond de Andrade