Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os rios ibéricos (2): o Douro

Percurso do rio Douro


Bacia hidrográfica do rio Douro


O Douro navegável


Miranda do Douro: Portugal à esquerda, Espanha à direita
(Fotografia de Tobias)

O rio Douro junto ao Porto.


Rio Douro entre Porto (à direita) e Gaia (à esquerda)


Os três grandes rios ibéricos, internacionais, que nascem na Espanha e desembocam em Portugal são, de Norte para Sul, o Douro, o Tejo e o Guadiana, mas nós começámos pelo Sul, pelo Guadiana. Agora é a vez do rio Douro, vamos para o norte de Portugal.

Lembram-se da mensagem anterior com três perguntas?

O rio Douro (Duero, em castelhano) é um rio que nasce em Espanha na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião (Sierra de Urbión), a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. A foz do Douro é junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Tem 927 km de comprimento. Este é o segundo rio mais extenso da Península Ibérica.

Há duas versões para a origem do seu nome. Uma delas diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim durius, ou seja, 'duro', atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo).

A UNESCO designou em 14 de Dezembro de 2001 a região vinhateira do Alto Douro (na lista dos locais que são Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.

A bacia hidrográfica do Douro tem uma superfície de aproximadamente 18.643 km² em território português o que corresponde a cerca de 19,1% da sua área total que é de 97.603 km².

Aproveitando o elevado desnível, sobretudo na zona do Douro Internacional, onde o desnível médio é de 3m/km, a partir de 1961, foi levado a cabo o aproveitamento hidroeléctrico do Douro. Com a construção das barragens, criaram-se grandes albufeiras de águas tranquilas, que vieram incentivar a navegação turística e recreativa, assim como a pesca desportiva. Excluindo-se os períodos de grandes cheias, pode dizer-se que o rio ficou domado definitivamente.

No troço nacional do Douro, a instalação de eclusas em paralelo com as barragens hidroeléctricas permitiu a criação de um canal de navegação fluvio-marítima.