Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Uma quadra de desafio

Um boi na serra (Fotografia de Miguel Pinto)


Uma quadra de desafio brasileira, anónima, é claro:

Lá em cima daquela serra,
passa boi, passa boiada,
passa gente ruim e boa,
passa minha namorada.


O que é uma quadra de desafio? Uma das definiçoes de desafio é "situação em que os cantadores respondem um ao outro, improvisando." E cantar ao desafio é cantar à desgarrada. É complicado? Vamos ver:

A desgarrada é uma cantiga popular em que os cantadores vão improvisando, desafiando e respondendo um ao outro, normalmente ao som de concertina. Para além de "Desgarradas", também recebem denominações de Cantares ao Desafio, Cantigas ao Desafio, Cantigas à Desgarrada, etc.



terça-feira, 25 de novembro de 2014

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Vejam só!



Não me lembro de onde encontrei esta fotografia. Também não sei o nome do autor. É pena. Estão a ver? O passarinho parece estar muito à vontade no ombro do menino.


estar à vontade  = "estar a gusto"




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O melhor remédio para a ignorância



Há muitas pessoas que não puderam estudar, mas leem livros, e aprendem neles muita coisa. É verdade, um livro é o melhor remédio para a ignorância, que é algo terrível, terrível.

Vejam esta menina em baixo, ainda não sabe ler, mas adivinha o caminho que um dia há de seguir.






O queixo não se come

Queixo (Fotografia de Lady Amnésia)


Vocês gostam de queijo? De certeza que a maioria gosta. E gostam de queixo? Cuidado com o xis, porque então o lacticínio fica convertido numa parte do corpo. Estão a ver? Alguns de vocês escreveram "queixo" em vez de "queijo"...

Para além das letras, já sabem que o som por elas representado é diferente:
Na palavra queijo, o j (jota) tem um som [ʒ] (palatoalveolar fricativo sonoro).

Na palavra queixo, o x (xis) tem um som [ʃ] (palatoalveolar fricativo surdo)


A partir de agora espero que ninguém faça esta confusão ou que peça em Portugal uma sandes de "queixo"... Teria muita piada.




Um bom queijo da vila alentejana de Nisa




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O mundo ao contrário



Ver o mundo ao contrário serve-nos às vezes para pensar um bocado...




"Sempre a questionar, sempre a questionar!"


Tinha-me esquecido das letras do Webcedário. Cá estão e hão de voltar mais vezes, é claro. Se clicarmos na etiqueta podemos ver outras mensagens dele.

Um ponto de exclamação e um ponto de interrogação à conversa. O primeiro queixa-se... Como já sabem, em português só se usam no fim da frase.





segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A língua portuguesa no mundo



A língua portuguesa tem uma das histórias mais fascinantes entre as línguas de origem europeia. Em razão das navegações portuguesas nos séculos XV e XVI, tornou-se um dos poucos idiomas presentes na África, América, Ásia e Europa.

A língua portuguesa, com mais de 210 milhões de falantes nativos, é a sétima língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Idioma oficial único do Brasil, e idioma oficial, conjunto com outros idiomas, de Portugal (cuja segunda língua oficial é o mirandês), Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, é falada na antiga Índia Portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar Aveli), além de ter também estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana.

Ficou claro? O português é a língua oficial em nove países de quatro continentes:

Angola (10,9 milhões de habitantes)
Brasil (187 milhões)
Cabo Verde (415 mil)
Guiné-Bissau (1,4 milhão)
Macau (500 mil)
Moçambique (18,8 milhões)
Portugal (10 milhões)
São Tomé e Príncipe (182 mil)
Timor-Leste (800 mil)


(Dados da Wikipedia e de www.amigosdolivro.com.br)


Nota (dezembro 2014). Escreve-nos André, do Brasil, e diz o seguinte: "Por aqui já tem mais de 202 milhões de pessoas (estimativa pra julho/2014). Sendo que no Censo de 2010 (oficial) já eram 190 milhões... então, 187 está longe do que é hoje, garantidamente"


Podem ver aqui mais um mapa: "Aqui se fala português"




Os Açores



Portugal não é só o território que fica na Península Ibérica. Para além da Madeira, estão os Açores, que são um arquipélago transcontinental e um território autónomo da República Portuguesa, situado no Atlântico nordeste.

Qual a distância até Portugal Continental?  Cerca de 1 500 Km. A sua superfície é de 2 333 km2 e tem uma população de 256 000 habitantes.

Outro dia veremos aqui fotografias das Ilhas Açores.





A Madeira


A Região Autónoma da Madeira constitui uma das regiões autónomas de Portugal, correspondendo territorialmente ao arquipélago da Madeira. A Região é dotada de autonomia política e administrativa através do Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma da Madeira, previsto na Constituição da República Portuguesa.

O território do arquipélago contém duas ilhas principais: a ilha da Madeira e a ilha do Porto Santo; além destas, existem dois grupos de ilhas desabitadas, as ilhas Desertas e as Selvagens.


A ilha da Madeira possui uma orografia bastante acidentada, sendo os pontos mais altos o Pico Ruivo (1862 m), Pico das Torres (1851 m) e o Pico do Arieiro (1818 m). A costa norte é dominada por altas arribas e na parte ocidental da ilha surge uma região planáltica, o Paul da Serra (1300–1500 m).

(Fonte: Wikipédia)


O Funchal, capital da Madeira


Pico do Areeiro


A Madeira vista de um satélite



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ler é uma delícia: "O Vento Norte e o Sol"




Como dizer que "ler é uma delícia" e não ter nada para ler.
 

O Vento Norte e o Sol

Uma disputa surgiu entre o Vento Norte e o Sol, cada um afirmando que era mais forte do que o outro. Para provar o que cada um dizia, eles concordaram em mostrar seus poderes sobre um viajante que, vestindo um casaco, caminhava pela calçada.

Ficou acertado entre eles, o Vento e o Sol que, quem conseguisse fazer o homem tirar o casaco, era o mais forte.

O Vento começou. Soprou violentamente contra o homem, mas quanto mais soprava, mais o homem segurava firmemente seu casaco contra o corpo. Exausto de tanto tentar, o vento desistiu.

Então chegou a vez do Sol. Saindo detrás das nuvens, o Sol lançou gentilmente seus raios sobre o homem, que, sentindo um leve calor, logo desabotoou seu casaco. O Sol aumentou um pouco seu brilho e o homem, em seguida, retirou o casaco e, segurando-o no braço, continuou a caminhar alegremente sobre os suaves raios do Sol.


Moral da história: Persuasão e gentileza são melhores do que a força.



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A correr pelo corredor




Que grande correria...!






O bom pão do Alentejo




Não gostavan de provar o pão que estes senhores estão a fazer no forno? Muito melhor do que esse industrial que se encontra em toda a parte da nossa cidade de Badajoz... Sempre que vou a Elvas, volto com várias peças de pão para casa.






(Fotografias de Raia - Alentejo - Portugal no FB)



terça-feira, 11 de novembro de 2014

As Docas de Castelo Branco


Estas duas fotografias foram tiradas por mim quando estivemos no passado dia 15 de outubro na cidade de Castelo Branco com 29 alunos do 3º ano para nos encontrarmos com os nossos amigos da EBI João Ruiz.

Recentemente chegou à nossa escola um aluno de Castelo Branco, que está na turma do 1º B da ESO. De certeza que o Leonardo terá brincado e corrido nesta praça. Esta mensagem vai dedicada para ele. Havemos de lhe pedir para ele nos contar alguma coisa da sua terra na sala de aula.

Bem-vindo a Badajoz, Leonardo!


Cá em baixo podem ver o Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Podem clicar neste link do blogue dos vossos colegas mais velhos, há um um vídeo na mensagem.






segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dois tranglomanglos



O que será o tranglomanglo (ou tanglomanglo, ou tangomangro, ou tangromangro, ou trangromango, ou tângoro-mângoro, ou tângor-mangro, ou tangro-mangro)?

Esta palavra, que significa «bruxedo», «sortilégio», «malefício» e é usada na expressão dar o tranglomango (mais ou menos, como "echarle a alguien mal de ojo") é de origem provavelmente onomatopaica.

Leiam estes versinhos e vejam a história desta família, coitada.


Minha mãe teve dez filhos,
todos dez dentro de um pote:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão nove.

Desses nove que ficaram
foram amassar biscoito:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão oito.

Desses oito que ficaram,
foram pentear o tapete:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão sete.

Desses sete que ficaram
foram esperar os reis:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão seis.

Desses seis que ficaram
foram depenar um pinto:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão cinco.

Desses cinco que ficaram
foram depenar um pato:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão quatro.

Desses quatro que ficaram
foram matar uma rês:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão três.

Desses três que ficaram
foram dar comida aos bois:
deu o tranglomanglo neles,
não ficaram senão dois.

Desses dois que ficaram
foram matar um peru:
deu o tranglomanglo neles,
e não ficou senão um.

E esse um que ficou
foi ver amassar o pão,
deu o tranglomanglo nele,
e acabou-se a geração.


(Texto inicial adaptado do Ciberdúvidas)


E agora podemos ler a versão escrita pelo poeta português Mário Cesariny de Vasconcelos, e depois ouvir também estes versos recitados pelo grande ator português Mário Viegas:






Era uma vez dez meninas
de uma aldeia muito probe.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão nove.

Era uma vez nove meninas
que só comiam biscoito.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão oito.

Era uma vez oito meninas
em terras de dom Esparguete
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão sete.

Era uma vez sete meninas
lindas como outras não veis.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão seis.

Era uma vez seis meninas
em landas de Charles Quinto.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão cinco

Era uma vez cinco meninas
em um triângulo equilatro.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão quatro.

Era uma vez quatro meninas
qu'avondavam só ao mês.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão três.

Era uma vez três meninas
em o paço de dom Fuas.
Deu o tranglomanglo nelas
não ficaram senão duas.

Era uma vez duas meninas
ante um home todo espuma.
Deu um tranglomanglo nelas
transformaram-se em só uma.

Era uma vez uma menina
terrada em terral (coval) mui fundo.
Deu um tranglomanglo nela
voltaram as dez ao mundo.

Mário Cesariny de Vasconcelos

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quais são as refeições em português?

Acho que conhecem todas as palavras da gravura


Meninos e meninas, estas são as refeições do dia em português:
  • o pequeno-almoço
  • o almoço
  • o lanche
  • o jantar

E como se diz "desayunar", "comer", "merendar" e "cenar"? É muito fácil:
  • tomar o pequeno-almoço
  • almoçar
  • lanchar
  • jantar


E assim, poderemos dizer, por exemplo:

Eu tomo o pequeno-almoço às oito horas da manhã.

Eu almoço às duas horas e meia.

Eu lancho às seis horas da tarde.

Eu janto às nove horas.




Ah, reparem nas horas dos relógios!

Os horários são diferentes dos nossos, não são?



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Não há estrelas no céu (Rui Veloso)



Um dos grandes da música rock portuguesa, com uma longa carreira: o portuense Rui Veloso. Bem, ele nasceu em Lisboa, mas cresceu no Porto, e daí ele se considerar portuense, ou tripeiro, como são chamados popularmente os nascidos nesta cidade do norte de Portugal. Rui Veloso toca rock e blues.



NÃO HÁ ESTRELAS NO CÉU

Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

[Refrão]
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

[Refrão]

Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.

Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

[Refrão]

Não há-á-á estrelas no céu...




Mais uma canção de Rui Veloso no blogue: Lado lunar.


Rui Veloso na Wikipédia









quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Medronhos e romãs do Alentejo

 Medronhos na árvore, o medronheiro


Uma romã na árvore, a romãseira


Boa fruta nos campos do Alentejo, medronhos e romãs.






(Fotografias de Raia - Alentejo - Portugal  no FB)




Moedas portuguesas nomeadas para prémio mundial

A moeda comemorativa do 250.º aniversário da Torre dos Clérigos
é uma das nomeadas. © Imprensa Nacional - Casa da Moeda


Duas moedas portuguesas cunhadas pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM) em 2013 estão nomeadas para os prémios internacionais "Coin of the Year 2015", cujos vencedores vão ser divulgados em Janeiro de 2015 durante a World Money Fair, em Berlim, na Alemanha.

Os galardões em causa distinguem o que de melhor se faz no mundo ao nível do 'design', da temática e do 'marketing' de moedas, escolhendo as vencedoras em 10 categorias e, entre estas, aquela que será a melhor moeda do ano. (...)



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