Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A Raínha do Sul (Vitorino)




A RAÍNHA DO SUL

Mil nove e setenta e sete
Terra de campo trigueiro
De manhã sem nevoeiro
Nunca mais a mim me esquece

Aldeia de Santa SuSana
Do concelho do Redondo
Gente rija e de gana
Trabalha toda a semana
Na cooperativa de todos

Lindo nome te puseram
És a Rainha do Sul
E menos pobres ficaram
Aqueles que te ocuparam
Do agrário explorador

Mas a lei dos ricos veio
Veio a guarda a rigor
P´ra fazer trabalho feio
Com o agrário p´lo meio
E as espingardas ao dispor

Herdade da Capitoa
Que nos quiseste roubar
Esta terra não é tua
É daquele que nela sua
De tanto a trabalhar

Letra e música de Vitorino