Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Despedimo-nos com este barquinho...



Canta a cantora brasileira Nara Leão, que tinha uma voz tão delicada... Este barquinho é dedicado para todos vocês. Faltam apenas 3 dias para o começo das vossa férias (os Professores continuam a trabalhar até ao fim do mês).

Desejo que tenham umas boas férias grandes.


O BARQUINHO

Dia de luz, festa de sol
E o barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão, o amor se faz
Num barquinho pelo mar
Desliza sem parar
Sem intenção, nossa canção
Vai saindo desse mar e o sol
Beija o barco e luz
Dias tão azuis
Beija o barco e luz
Dias tão azuis

Volta do mar, desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade é de cantar
Céu tão azul, ilhas do sul
O barquinho é o coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão
E então
O barquinho vai
A tardinha cai
O barquinho vai
A tardinha cai









terça-feira, 14 de junho de 2016

Formiga Bossa Nova (Adriana Calcanhotto)



Uma bonita canção: a letra são uns versos de um poeta português, Alexandre O'Neill, a música de um compositor francês, Alain Oulman, e a voz de uma cantora brasileira, Adriana Calcanhotto: Formiga Bossa Nova.


FORMIGA BOSSA NOVA

Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.

Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.

Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.

Assim devera eu ser
se não fora
não querer.

Alexandre O'Neill


E aproveitamos para ler a fábula da cigarra e da hormiga, que vocês já conhecem, mas de certeza  não conheciam em português. Vamos ler!


A CIGARRA E A FORMIGA

Num dia de quente de verão, uma alegre cigarra estava a cantar e a tocar o seu violão, com todo o entusiasmo. Ela viu uma formiga a passar, concentrada na sua grande labuta diária que consistia em guardar comida para o inverno.

"D. Formiga, venha e cante comigo, em vez de trabalhar tão arduamente.", desafiou a cigarra "Vamo-nos divertir."

"Tenho de guardar comida para o Inverno", respondeu a formiga, sem parar, "e aconselho-a a fazer o mesmo."

"Não se preocupe com o inverno, está ainda muito longe.", disse a outra, despreocupada. "Como vê, comida não falta."

Mas a formiga não quis ouvir e continuou a sua labuta. Os meses passaram e o tempo arrefeceu cada vez mais, até que toda a Natureza em redor ficou coberta com um espesso manto branco de neve.

Chegou o inverno. A cigarra, esfomeada e enregelada, foi a casa da formiga e implorou humildemente por algo para comer.

"Se você tivesse ouvido o meu conselho no Verão, não estaria agora tão desesperada.", ralhou a formiga. "Preferiu cantar e tocar violão?! Pois agora dance!"

E dizendo isto, fechou a porta, deixando a cigarra entregue à sua sorte.


Escola Ovar. Clicando podem-se ler outras versões desta fábula.




segunda-feira, 13 de junho de 2016

As pontes (Acetre)



Na página de Além Guadiana, podem encontrar dados sobre esta banda musical, Acetre, de origem oliventina, quer dizer, de Olivença, a vinte e tal km da nossa cidade. Eles cantam na nossa língua e também em português. Reparem no título desta canção, As pontes. É português, não é? Uma estrofe é cantada em espanhol e outra em português.

Sobre o disco a que pertence "As pontes", Arquitecturas rayanas, podemos ler o seguinte na página musicaflok.es :

"As Pontes fue el primer single que el grupo extremeño Acetre lanzó, como adelanto a su álbum Arquitecturas Rayanas. También fue el primer videoclip que realizaron, con impecable resultado, como podéis ver tras el salto. Rodado en Badajoz, el tema habla de los puentes físicos tendidos a ambos lados del Guadiana a su paso por la ciudad."


AS PONTES

Blanca es la paloma
Que aquí se posó
Bella como el alba
Cuando sale el sol

Ó minha pombinha branca
Vem depressa ao meu quintal
Salpicadinha d’amores
Pra ver meu amor chegar

Claveles en mayo
Rosas en abril
Mi amante se peina
Junto al toronjil

Ausente de ti, meu bem
Sempre estou a suspirar;
Esta paixão do meu peito
Já não a posso olvidar

Pequeña es la dama,
Pequeña y hermosa
Y reparte amores
Como hojas de rosa

A rosa depois de seca
Foi-se queixar ao jardim,
O jardinheiro lhe disse
Tudo no mundo tem fim

Abanicos verdes
Lleva la pastora
y guarda el ganado
mientras me enamora

Pastora, boca de cravo
Cintura de capitão
Cadeado do meu peito
Chave do meu coração

Cuando en ti pienso
Renace mi amor,
Donde prendió el fuego
Ceniza quedó

Ó minha pombinha branca
Vem depressa ao meu jardim
salpicadinha de flores
Pra ver meu amor partir

Quando os meus olhos te viram
Meu coração se alegrou
Na cadeia dos teus braços
Minha alma presa ficou.





Fernando Pessoa também foi criança



O poeta português Fernando Pessoa (1888 - 1935) foi também criança, claro, como todos os adultos, meninos e meninas. Aqui, podemos ver como é que ele era quando tinha apenas 3 anos, quando ainda vivia em Lisboa, porque depois, coisas da vida, ele viveu durante 9 anos em Durban, na África do Sul, antes de regressar para Portugal, de onde nunca mais saiu.

Hoje, dia 13 de junho, recordamos que Fernando Pessoa nasceu num dia 13 de junho de 1888, e fazemo-lo com uns versos do seu heterónimo Alberto Caeiro, "um poeta que ele inventou", podíamos dizer para que vocês compreendam.


Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior
Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se vento...


Alberto Caeiro, Poema XIV do seu livro O Guardador de Rebanhos


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Hoje é o Dia de Portugal



O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebra a data de 10 de Junho de 1580, data da morte de Camões (Wikipédia)

Como podem ver, o doodle do Google em português (google.pt) de hoje, é dedicado a este Dia.


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Extremadura celebra el Día de Portugal con diversas actividades del 1 al 11 de junio

El 10 de junio es el Día de Portugal, Camões y las Comunidades portuguesas y para conmemorar esta celebración, desde la Junta de Extremadura se han impulsado una serie de actividades relacionadas con la música, la literatura, el cine y la gastronomía del país vecino que se desarrollarán hasta el próximo día 11 en diversas localidades de la región.

Estas actividades comienzan hoy miércoles, con la programación de un concierto en el Gran Teatro de Cáceres a cargo del grupo portugués Senza, con un estilo musical al que llaman fusión-lusófona, con influencias musicales de Portugal, Brasil, Cabo Verde y otros países de habla portuguesa.

La literatura portuguesa no podía faltar en la celebración del 10 de junio, Día de Portugal, Camões y las Comunidades Portuguesas, con una selección de fondos bilbliográficos portugueses en la Biblioteca de Extremadura y una maratón de lectura portuguesa en la Biblioteca Bartolomé José Gallardo de Badajoz.

A esta celebración se suman 11 librerías de diversas localidades extremeñas, con una muestra de autores portugueses y publicaciones relacionadas con Portugal del 6 al 11 de junio, así como el Museo de Cáceres, que bajo el nombre “Los Versos de Gallo”, acogerá una lectura de poemas y prosa poética inspirada en Portugal.

La gastronomía portuguesa tendrá también un lugar destacado en esta celebración con la realización, el día 10 de junio en Mérida, en la Escuela Superior de Hostelería de Extremadura, de un showcooking a cargo del chef de la Escuela de Hostelería y Turismo de Setúbal. También habrá actividades gastronómicas para los más pequeños con el taller infantil Cómete Portugal, en el que los menores podrán aprender secretos de la cocina portuguesa elaborando recetas del país vecino.

Por otra parte, la Filmoteca de Extremadura acogerá también la próxima semana la proyección en Badajoz y Cáceres de la película A vingança de uma mulher, adaptación de un cuento del siglo XIX a cargo de Rita Azevedo Gomes.

Numerosas entidades extremeñas participan en los actos del día de Portugal, con los que se pone de manifiesto la estrecha vinculación con el país vecino.

Más información sobre la programación del Día de Portugal en Extremadura en la página: http://www.euro-ace.eu



quinta-feira, 9 de junho de 2016

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Día de Portugal en Extremadura: de 1 a 11 de junio



Mais informação no link: euroace











Bonita palavra: amizade



O autor desta fotografia era francês. Chamava-se Robert Doisneau. E o título é, no original francês, L'amitié, que em português quer dizer A amizade.

Amizade. Uma das palavras mais bonitas en qualquer língua, não acham? Algumas das amizades que se iniciam na infância continuam anos e anos depois. Amigos são como tesouros.



terça-feira, 7 de junho de 2016

Petit Pays (Cesária Évora)




A cantora cabo-verdiana Cesária Évora. Percebem o que ela diz? Algumas palavras, claro. Ela canta em crioulo cabo-verdiano, uma língua africana com muitas palavras portuguesas.

Não sei porquê, mas o título da canção está em francês: Petit Pays significa "pequeno país". Será que fala de emigrantes cabo-verdianos que voltam da França para a sua terra natal, Cabo Verde?

Espero que gostem desta música...





Cores em movimento e cores quietas

Dan Anderson



Andy Gilmore



Contactos sociais e formas de tratamento




Slide 5 - Há um erro. Deve dizer: "-Maria, emprestas-me a tua régua?" Segunda pessoa do singular do Presente de indicativo da primeira conjugação (-AR).

Vamos dar apenas uma vista de olhos. Há muita coisa aqui para vocês...








Estória do Gato e da Lua (versão portuguesa)




Realizador: Pedro Serrazina.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Olhem os cãezinhos!




Cãezinhos, ou canitos, das duas maneiras podemos dizer o diminutivo de cão.










"Adoro autocarros"



Um aluno do 1º ano escreveu como expressão de um gosto pessoal isto: "Adoro os autocarros". Se calhar ele queria dizer "Adoro os carros", e enganou-se.

Aproveito para que reparem como, com os verbos adorar e detestar, não se usa geralmente o artigo: 

Adoro chocolate. Adoro leite frio. Adoro bolachas. Adoro cães.

Detesto/Odeio leite quente. Detesto/Odeio mentiras. Detesto/Odeio tagarelas.

Mais uma coisa: o verbo para autocarros, aviões, táxis... é apanhar. Por exemplo: Eu apanho o autocarro da linha 8.






Alguém e ninguém








sexta-feira, 3 de junho de 2016

Que telemóvel tão esquisito!



Estou a brincar, pois é, aqui não há telemóvel nenhum, naquela altura não existiam. É simplesmente um telefone. Reparem onde é que se digitavam os números, a girar nessa rodinha na base do telefone. Estranho, não é?





Um passarinho na cabeça