Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um Dia das Bruxas brasileiro


Hoje foi um dia muito brasileiro no blogue, como puderam comprovar. E agora temos um Dia das Bruxas do ano 2006. Estamos numa cidade do estado de Rio Grande do Sul chamada Novo Hamburgo. Alguem imagina porque é que essa cidade tem esse nome? Se clicarem aqui, vão saber logo. E vejam as fotografias em baixo. Parece Alemanha mas é o Brasil!


Novo Hamburgo (Wikipédia)




Uma lenda do Alasca: A alma de uma baleia



Esta é uma lenda do Alasca que encontramos aqui, em O sotão da Inês, um dos nossos links, na coluna à direita do blogue. Podes ler cá em baixo ou aqui, é mais bonito, e as letras, maiores. Espero que leiam. Há algumas dificuldades, mas vamos a isso!

Antes de começar a ler, bom fim de semana prolongado!


A alma de uma baleia

Era uma vez um corvo estúpido e vaidoso que voou para muito, muito longe, pelo mar dentro. Voou, voou até que se sentiu cansado. Olhou para todos os lados À procura de um lugar onde descansar, mas não viu terra. Ficou tão cansado que mal tinha forças para bater as asas. Quando estava quase a mergulhar no oceano, viu surgir à superfície uma grande baleia e voou, direitinho, em direção à boca dela. Enquanto caia pelas goelas da baleia abaixo, pensou que iria morrer. Mas encontrou uma pequena casa, arrumada, cheia de luz e de conforto. Era feita de osso de baleia e mobilada como as casas dos homens. Na cama estava sentada uma jovem, que segurava uma lanterna acesa. Deu as boas-vindas ao corvo dizendo:
- Está à vontade! Mas, por favor, nunca toques na minha lanterna.
Ele prometeu nunca lhe mexer.
A jovem parecia muito inquieta. Estava sempre a levantar-se, saia pela porta e voltava a entrar.
- O que se passa, perguntou o corvo.
- Nada, respondeu a jovem. É a vida! A vida e o ar que respiramos.
O corvo começou a sentir curiosidade pela lanterna da jovem e, assim que ela voltou a sair do quarto, tocou na vela da lanterna. Imediatamente a rapariga caiu de cabeça pela porta fora e morreu. A vela da lanterna apagou-se.
Agora de nada valia ao corvo arrepender-se. O mal estava feito. A bela e confortável casa desaparecera e ele encontrava-se no meio de uma profunda escuridão, sentindo, à sua volta, o cheiro do óleo e do sangue da baleia.
Tentou encontrar a saída, mas só conseguiu andar às voltas sentindo o calor aumentar e perdendo as penas. Estas esvoaçavam em círculos e ele sufocava quase morto.
A rapariga era a alma da baleia e atravessava a porta para apanhar ar fresco de cada vez que a baleia respirava. O coração da baleia era a lanterna com a sua chama constante. Quando o corvo tocou na lanterna, apagou a chama do coração da baleia. A baleia morrera e o corvo estava preso dentro dela.
Lutou para sobreviver no meio do sangue e da escuridão e, por fim, conseguiu arrastar-se para fora da boca. Exausto, atirou-se para cima da carcaça flutuante. Por sorte começou uma tempestade que os empurrou em direcção a terra. As pessoas viram a carcaça da baleia e saíram nos seus caiaques para a puxarem para terra. O corvo viu-os e transformou-se num homem.
Em vez de dizer "meti-me com uma beleza que não compreendi e destrui-a", disse, gabando-se aos outros homens: "Matei a baleia! Matei a baleia!" E como era uma proeza muito grande nessa altura, tornou-se numa pessoa importante entre os homens.


Agora que a lenda acabou, sabem todos onde fica o Alasca?

A Wikipédia diz-nos que o Alasca (em inglês Alaska, em russo Аляска) é um dos 50 estados dos Estados Unidos e o maior em extensão territorial, sendo maior do que os estados americanos de Texas, Califórnia e Montana juntos (respectivamente o segundo, o terceiro e o quarto mais extensos)





Fico assim sem você (Adriana Calcanhotto)



Fico assim sem você é uma canção da cantora porto-alegrense Adriana Calcanhotto. Espero que gostem dela. E o vídeo é lindo, não é?

Nota importante. Em Portugal diriam "Fico assim sem ti". As formas do português de Portugal tu e ti, são você no Brasil (na Argentina, onde se fala espanhol, não usam o pronome , mas vos: "Vos sos alto" ou "¿Cuántos años tenés? diriam naquele país em vez de "Tú eres alto" ou "¿Cuántos años tienes?" Não se passa absolutamente nada. É assim, pronto. A mesma coisa acontece com o português do Brasil)

Agora toca a desfrutar da música, curtir a música. Eis a letra:

FICO ASSIM SEM VOCÊ

Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você...

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...

Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...

Tô louco prá te ver chegar
Tô louco prá te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo

Por que? Por que?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim, sem você...

Você...

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas prá poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...



A cantora Adriana Calcanhotto



No meio do caminho (Carlos Drummond de Andrade)


Querem escutar um pequeno poema do brasileiro Carlos Drummond de Andrade em português, e em mais 11 línguas?

Vejam o vídeo e escutem "No meio do caminho", para além de em português, é claro, nas seguintes línguas: inglês, hebraico, dinamarquês, francês, holandês, italiano, húngaro, alemão, latim, espanhol e tupi.


NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade, Revista de Antropofagia (1928)



Estátua do poeta no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bandeiras, capitais e nacionalidades

*


Eis todas as bandeiras do mundo da língua portuguesa. Como já sabem, em Portugal e no Brasil o português é língua materna, e nos outros países é língua oficial.

Agora vamos ver as capitais, e as nacionalidades também:


EUROPA
Portugal (portuguesa)Lisboa

AMÉRICA
Brasil (brasileira)Brasília 

ÁFRICA
Angola (angolana) – Luanda
Moçambique (moçambicana) – Maputo
São Tome e Príncipe (sãotomense) São Tomé
Cabo Verde (cabo-verdiana) – Praia
Guiné-Bissau (guineense) – Bissau

ÁSIA
Timor-Leste (timorense)- Díli
Macau (macaense). Macau não é um país, é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China desde 20 de dezembro de 1999, sendo a outra Honguecongue.


*


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Paula Rego


Reconhecem esta artista portuguesa do livro? É Paula Rego, uma pintora reconhecida a nível mundial. Há muitos anos que ela vive em Londres, mas o seu coração e a sua pintura nunca deixaram de estar ligados a Portugal.

Como vos disse no outro dia na sala de aula, publicaria no blogue algumas das suas pinturas para vocês terem uma ideia de como elas são. Eis algumas, embora a obra de Paula Rego seja difícil de compreender ou apreciar por vocês.








A pintora, de pincel na mão, e duas das suas obras



Leitura e software


Um pequeno TPC para os alunos do 1º ano. Devem reescrever a primeira frase que diz a professora ao aluno  conforme as normas do português de Portugal nos comentários.


Eu, pela minha parte, só digo isto: Viva a leitura!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A maior palavra portuguesa



Reparem na palavra seguinte: 

"pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico"

 Ufa, 46 letras! É um adjetivo formado do substantivo "pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose" (44 letras), que designa a doença pulmonar aguda causada pela aspiração de cinzas vulcânicas. A "pneumoconiose" (termo mais geral) é uma doença dos pulmões provocada pela inalação prolongada de partículas minerais (carvão, ferro, etc.) ou vegetais (por exemplo, algodão). A doença acima referida é uma pneumoconiose aguda. O adjetivo descompoe-se desta forma: pneumo + ultra + microscópico + silico + vulcano + coni(o) + ótico

É claro que palavras como estas são apenas empregadas no campo da medicina. 

Há alguém aí que se atreva a pronunciá-la o mais depressa possível?


(Adaptado de Cuidado com a língua, M. R. de Matos Rocha e J. M. Costa)



Um letreiro em Timor Leste (J.P. Esperança)



J.P. Esperança é português e mora em Timor Oriental (Timor-Leste), mas deixemos que seja ele a apresentar-se.

Sou português, moro em Timor Oriental.

Ha'u malae portugés, ha'u ha'u hela iha Timór Lorosa'e.


A língua que podem ler no letreiro da fotografia e cá em cima é tétum, a língua oficial de Timor Leste, onde o português é também língua oficial.

O tétum (em tétum: tetun), também chamado de teto, é a língua nacional e co-oficial de Timor-Leste. É uma língua austronésia — como a maioria das línguas autóctones da ilha — com muitas palavras derivadas do português e do malaio.





quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESPANHA com ene agá e som de 'ñ' espanhola


Esta fotografia foi tirada um dia 30 de agosto do ano passado nas Festas do Povo de Campo Maior, vila portuguesa que fica muito perto de Badajoz, como todos sabem.

Vemos o nome do nosso país neste letreiro e lemos as letras ene agá como a nossa letra ñ. Isso é fácil de aprender, mas ainda há alunos do 1º ano que leem "Espana" (ou outras palavras portuguesas com nh como um n). Cuidadinho, pois, essas duas letras portuguesas devem ser lidas com o mesmo som de ñ.

Vamos lá pronunciar as palavras com ene agá como devem ser pronunciadas, sem medo, que as palavras não mordem!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aqui o Douro é Duero


Esta é Zamora, última cidade espanhola atravessada pelo rio Duero antes de passar para a provincia de Salamanca e depois, do outro lado da fronteira, receber o nome de Douro. O Professor andava no passado mês de abril por estas terras do velho Reino de Leão e tirou a fotografia.








sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Fica claro, não fica?



Encontrei isto em um sítio chamado Libri - una passione. Isso é italiano, estão a ver? Acompanhavam estas palavras:

Direi che questa immagine non ha bisogno di nessuna spiegazione...

Pelo sim pelo não, traduzo para português:

Diria que esta imagem não precisa de explicação nenhuma...







quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Isto é que é uma gôndola



No outro dia, quando estávamos a relacionar diferentes fotografias de um exercício do livro com Portugal, havia uma em que se viam umas embarcações com várias pessoas nelas mais frutas e legumes. Evidentemente, era uma fotografia tirada em qualquer país asiático, sei lá, o Vietname, a Tailândia, o Camboja...

Mas um aluno da turma de 1º D perguntou se aquilo não era Veneza.  É claro que aquelas embarcações não eram gôndolas e que, portanto, não estávamos em Veneza. Para esse aluno trazemos aqui uma descrição e umas fotografias.

A Wikipédia diz-nos desta palavra o seguinte:

A gôndola é uma embarcação típica da Lagoa de Veneza, na Itália. Pelas suas características de manobrabilidade e velocidade, foi, até a chegada dos meios motorizados, a embarcação veneziana mais adaptada ao transporte de pessoas. Em uma cidade como Veneza, os canais foram sempre mais utilizadoss como via de transporte. Atualmente é usada sobretudo para passeios turísticos.

Hoje  existem 426 gondoleiros, dos quais um é mulher .



Para além disso, a silhueta da gôndola é inconfundível como nos dizem numa página italiana:

La gondola  è certamente la barca più conosciuta al mondo: anche chi non ha mai visitato Venezia la riconosce immediatamente per la sua inconfondibile linea, per il ferro di prua (fèro) e per il caratteristico stile di voga alla veneziana.


Vejam o ferro di prua




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Alegria!



Não sabemos de onde é a autora da fotografia, que se faz chamar mimiss 66, mas não faz mal. Ela intitulou-a Alegria, e achei que devia criar também neste blogue uma etiqueta, Alegria e Boas notícias, e publicar fotografias em que a alegria fosse uma coisa visível como aqui acontece, porque a alegria é boa e faz bem, e publicar também boas notícias que aparecem nos jornais. Quem não gosta de ler uma boa notícia?



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os rios ibéricos (2): o Douro

Percurso do rio Douro


Bacia hidrográfica do rio Douro


O Douro navegável


Miranda do Douro: Portugal à esquerda, Espanha à direita
(Fotografia de Tobias)

O rio Douro junto ao Porto.


Rio Douro entre Porto (à direita) e Gaia (à esquerda)


Os três grandes rios ibéricos, internacionais, que nascem na Espanha e desembocam em Portugal são, de Norte para Sul, o Douro, o Tejo e o Guadiana, mas nós começámos pelo Sul, pelo Guadiana. Agora é a vez do rio Douro, vamos para o norte de Portugal.

Lembram-se da mensagem anterior com três perguntas?

O rio Douro (Duero, em castelhano) é um rio que nasce em Espanha na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião (Sierra de Urbión), a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. A foz do Douro é junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Tem 927 km de comprimento. Este é o segundo rio mais extenso da Península Ibérica.

Há duas versões para a origem do seu nome. Uma delas diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim durius, ou seja, 'duro', atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo).

A UNESCO designou em 14 de Dezembro de 2001 a região vinhateira do Alto Douro (na lista dos locais que são Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.

A bacia hidrográfica do Douro tem uma superfície de aproximadamente 18.643 km² em território português o que corresponde a cerca de 19,1% da sua área total que é de 97.603 km².

Aproveitando o elevado desnível, sobretudo na zona do Douro Internacional, onde o desnível médio é de 3m/km, a partir de 1961, foi levado a cabo o aproveitamento hidroeléctrico do Douro. Com a construção das barragens, criaram-se grandes albufeiras de águas tranquilas, que vieram incentivar a navegação turística e recreativa, assim como a pesca desportiva. Excluindo-se os períodos de grandes cheias, pode dizer-se que o rio ficou domado definitivamente.

No troço nacional do Douro, a instalação de eclusas em paralelo com as barragens hidroeléctricas permitiu a criação de um canal de navegação fluvio-marítima.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Três perguntas sobre um rio



  • Primeira pergunta:  Qual é o nome deste rio, em português, é claro. Em espanhol, não serve.
  • Segunda pergunta: Esse rio fica no norte, no centro ou no sul de Portugal?
  • Terceira pergunta: Se subíssemos por esse rio acima em direção ao nosso país, qual é a primeira cidade espanhola que encontraríamos?

Façam as pesquisas com o Google português.  A nota positiva é só para o primeiro que acertar as três perguntas.

Devem deixar a resposta nos Comentários. Não se esqueçam de indicar o nome.



Chocolatando (Clã)


Gostam de chocolate? Então, o que acham desta canção da banda portuguesa Clã (cuidado com a pronúncia!) que se intitula Chocolatando?

Bom fim de semana prolongado! E não se esqueçam de responder as preguntas sobre um rio que encontrarão na próxima mensagem, a última desta semana. Até segunda!


CHOCOLATANDO

Não sou de grande apetite
Mas tenho fomes assim
Entre o lanche e o jantar
Entre a cama e a despensa

Porque a voz do chocolate
Está sempre a chamar por mim

Sou xexé por chocolates
Oh lá lá, melhor que chicha
Ovinhos, línguas de gato
Barras de 20 quilates

Viro logo cachalote
Nunca chega uma tablete
Para laricas de choc

Não sou de grandes petiscos
Como e não choro por mais
Debico como os pardais
Mas não resisto ao apelo
Do cheirinho a chocolate
Nas minhas fossas nasais
(...)
Chocolantando, me encharco
E de cacau não me farto...

Sou xexé por chocolates
Oh lá lá, melhor que chicha
Ovinhos, línguas de gato
Barras de 20 quilates

Viro logo cachalote
Nunca chega uma tablete
Para laricas de chocolate
Choc, choc, chocolate...
(...)







quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"Os livros podem ser divididos em dois grupos..."



"Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre."

Uma grande verdade, meninos e meninos, com poderão comprovar conforme forem crescendo. Há livros que conhecem modas e há livros que são lidos sempre através dos séculos, os clássicos, sejam eles de qualquer época.


Quem escreveu isso foi John Ruskin (1819 – 1900), um escritor inglês,  mais lembrado pelo seu trabalho como crítico de arte e crítico social.




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dia 5 de outubro: Implantação da República Portuguesa

Ilustração alusiva à Proclamação da República Portuguesa a 5 de outubro de 1910


A Célia M. respondeu corretamente à pergunta da mensagem Porque é feriado hoje em Portugal?, publicada no passado dia 5. Prémio para ela!

O dia 5 de outubro é feriado em Portugal porque nesse mesmo dia do ano 1910 foi proclamada a República Portuguesa. Aqui podem ler um resumo do acontecido: Site Junior.

Antes daquela data o regime que vigorava em Portugal era a monarquia.

Até este ano, o 5 de outubro era feriado, mas o Governo anunciou que até 2018 este dia deixaria de o ser; por causa da crise, já sabemos... Há inúmeros protestos no país vizinho por esta causa.

De uma notícia intitulada Movimentos protestam contra fim do feriado 5 de Outubro, retiramos o seguinte:

"As comemorações da implantação da República são hoje pretexto para alguns movimentos expressarem a indignação contra o fim deste feriado nacional, existindo quem acredite que tal não vai acontecer.

«Nunca pensámos que isso [o fim do feriado do 05 de Outubro], ia acontecer na República, nem estaria na nossa imaginação, por mais fértil que fosse», disse à agência Lusa Maria Helena Corrêa, da comissão coordenadora dos Centros Escolares Republicanos, que promove uma das iniciativas"




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Porque é feriado hoje em Portugal?

Os três últimos meses deste ano

Alunos do 1º e do 2º anos da ESO, esta é a pergunta que devem responder nos comentários: Porque é que hoje, dia 5 de outubro, é feriado em Portugal?

Mas devem fazer assim. Clicam no link seguinte: Google em português, e fazem aí a pesquisa. 

Depois escrevem a resposta nos Comentários, como vos disse, e colam o link do sítio onde encontraram a resposta, e escrevem o vosso nome; clicam depois em Anónimo (Seleccionar uma identidade) e a seguir, em Publicar o seu comentário. Pronto. Acabaram!


Quem responder primeiro terá "prémio", o segundo e o terceiro, prémios de consolação"... Mas devem fazer como indicado. Caso contrário, não serve.


Samba da Benção (Maria Bethânia e mais gente)



Reparem no começo tão lindo desta canção: É melhor ser alegre que ser triste / Alegria é a melhor coisa que existe / É assim como a luz no coração... Toda a gente gosta da alegria, não acham?


O Samba da bênção foi composto por Baden Powell e Vinícius de Moraes e escutamo-lo, ao vivo, na voz de uma das melhores cantoras do Brasil, Maria Bethânia. E podem ouvir aí muitos nomes de músicos brasileiros.

E recomendo-vos que vejam e escutem o outro vídeo. É uma versão moderna da mesma canção. Será que gostam mais dela? É possivel. Foi tirada do álbum Timeless, de Sérgio Mendes, com a participação de Marcelo D2.

Samba da Benção

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Se não, não se faz um samba não.

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
Tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não.

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguem no mundo vence
A beleza que tem num samba não
Porque o samba nasceu lá na Baía
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração.




Rosa branca, rosa rubra


A fórmula tradicional para começar um conto tradicional é Era uma vez... Agora vamos ler um desses contos. Intitula-se Rosa branca, rosa rubra.


Era uma vez uma pobre viúva que vivia numa casa onde cresciam duas roseiras; uma dava rosas brancas e a outra rosas rubras. As suas duas filhas pareciam-se tanto com essas duas roseiras que lhes pôs o nome de Rosa Branca e Rosa Rubra. As duas gostavam muito uma da outra e iam sempre juntas para todo o lado.
Um dia, ao entardecer, enquanto a mãe lia um livro às meninas junto à lareira, alguém bateu à porta.
- Vá lá, Rosa Rubra, vai abrir! – disse a mãe. A Rosa Rubra foi ver quem era pensando que seria um viajante em busca de abrigo. Mas afinal era um enorme urso que, ao ver a menina, disse:
- Não vos quero fazer mal. Só peço que me deixem aquecer um bocadinho à lareira. - Entra, entra e vem para ao pé de nós! – gritou a mãe, lá de dentro.
As meninas, pouco a pouco, foram ganhando confiança e o urso também, e estiveram os três entretidos a brincar até já bem entrada a noite.
Quando chegou a hora de ir dormir, a mãe e as suas filhas foram-se deitar e o urso ficou ao pé do lume. A partir daquele dia, todas as tardes ia a casa das meninas para brincar com elas e passar ali a noite. Mas uma manhã, quando chegou a Primavera e começaram a brotar as primeiras flores, o urso dirigiu-se à Rosa Branca e à Rosa Rubra e disse-lhes:
- Agora não me vão ver até ao próximo Inverno. Tenho de tomar conta dos meus tesouros, pois com o bom tempo os anões maus saem dos seus abrigos e apoderam-se de tudo o que encontram.
Que triste foi a despedida! As crianças choravam inconsoláveis e o urso, muito emocionado, saiu a correr pela porta, mas com tanto azar que se feriu na maçaneta. Rosa Branca pareceu ver brilhar ouro debaixo da sua pele, mas não deu importância. O urso começou a correr até desaparecer no bosque.
Um dia, enquanto as meninas passeavam pelo bosque, ouviram uns gritos. Era um anão que tinha a barba presa no tronco de uma árvore e que gritava:
- De que é que estão à espera? Tirem-me daqui! - O que é que te aconteceu? – perguntou a Rosa Rubra. - Mas que grande curiosa! Afinal vais ajudar-me ou não? – replicou o anão.
As meninas, por mais que se esforçassem, não conseguiram soltar a barba, e a Rosa Branca pegou numa tesoura e cortou a parte que estava presa.
O anão, ao ver que estava solto, agarrou num saco cheio de ouro que estava escondido entre as raízes da árvore e foi-se embora a resmungar:
- Cortaram-me a ponta da minha linda barba!
Noutro dia, as duas meninas foram pescar; junto ao riacho viram outra vez o mesmo anão. A sua barba tinha-se embaraçado no fio de pesca que tinha nas mãos. Rosa Branca voltou a pegar na tesoura e cortou-lhe outro bom bocado de barba.
- São malucas! Não ficaram satisfeitas com a ponta da barba? – disse o anão a refilar. Depois, agarrou num saco de pérolas que tinha escondido entre uns juncos e foi-se embora.
No dia seguinte, a mãe mandou as filhas à cidade comprar linha. No caminho, viram o anão balançar-se no ar, capturado por uma águia.
Depois, foram ajudá-lo. Agarraram-no pelo casaco e cortaram até o enorme pássaro o soltar. Como sempre, o anão foi-se embora sem agradecer, desta vez com um saco de pedras preciosas.
As meninas já estavam habituadas à sua pouca simpatia, por isso seguiram o seu caminho e fizeram as suas compras na cidade.
No regresso, surpreenderam o anão a abrir os sacos de pedras preciosas no meio do campo, pensando que a essa hora não ia passar ninguém por ali. O sol fazia as brilhantes pedras reluzirem ainda mais. As crianças, ao passar, ficaram deslumbradas a olhar para elas.
- O que é que estão aqui a fazer paradas? – gritou o anão. Já estou farto das meninas o quererem ajudar.
Vermelho de raiva, começou a insultá-las e a ameaçá-las, quando, de repente, um enorme urso saiu do bosque em direcção ao anão.
Este, assustado, deu um salto e dasatou a correr à procura de um esconderijo. Demasiado tarde. O urso interceptou-o e pôs-se à frente dele, ameaçador. - Senhor urso, não me faça mal! – exclamou o anão. Dou-lhe todos os meus tesouros se me poupar a vida!
O urso, sem nenhuma piedade, avançou sobre a malvada criatura e, de um só golpe, acabou com a sua vida. As meninas ficaram tão assustadas que fugiram dali a correr. O urso foi atrás delas a gritar:
- Esperem! Não tenham medo!
As meninas reconheceram logo a voz do seu amigo e pararam. Ao chegar junto delas, o urso abraçou-as, contente de as tornar a ver. Então, libertou-se da pele de urso e disse:
- Eu sou um príncipe que o malvado anão tinha enfeitiçado, depois de roubar todos os meus tesouros. Só quando os recuperasse e o anão desaparecesse é que se quebraria o feitiço e eu recuperaria o aspecto humano…
E assim foi. Quando o anão recebeu o seu castigo e as pequenas souberam que o urso bom, na realidade, era um jovem príncipe, foram contar à mãe.
Depois de algum tempo a Rosa Branca casou-se com o príncipe e a Rosa Rubra com o seu irmão. Foram todos viver para o palácio e a velha mãe levou consigo as roseiras, que ainda oferecem todos os anos umas bonitas rosas brancas e rubras.








quarta-feira, 3 de outubro de 2012

São João de Meriti (Ratão Diniz)


Bela fotografia de Ratão Diniz tirada em São João de Meriti, município brasileiro do estado do Rio de Janeiro.

Bem sei que vocês gostam mais de fotografias a cores, mas o que me dizem desta fotografia?




segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um desenho de Susana Carvalhinhos



Voltamos os olhos para trás, para o verão (acabou há tão pouco tempo...) com este desenho da ilustradora portuguesa Susana Carvalhinhos. Agora, o tempo é mais frio, há chuva, mas consolamo-nos um bocado com esta praia, e o mar, e o sol...