Bairro de Alfama e Rio Tejo em Lisboa

terça-feira, 31 de maio de 2011

"Quando as crianças brincam..." (Fernando Pessoa)


Estes versos foram escritos pelo poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), um poeta tão grande, tão grande, que era muitos poetas. Um dia destes explico-vos isto, ou pelo menos, tentarei fazê-lo para que vocês compreendam.

Quando as crianças brincam
e eu as ouço brincar,
qualquer coisa em minha alma
começa a se alegrar.

E toda aquela infância
que não tive me vem,
numa onda de alegria
que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
e quem serei visão,
quem sou ao menos sinta
isto no meu coração.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Gibi e gibiteca



Gibi foi o título de uma revista brasileira de história em quadrinhos, cujo lançamento ocorreu em 1939. Graças a ela, no Brasil o termo gibi tornou-se sinônimo de "revista em quadrinhos" (banda desenhada, em Portugal). Na época, Gibi significava moleque, negrinho, porém, com o tempo a palavra passou a ser associada a revistas em quadrinhos e, desde então, virou uma espécie de "sinônimo".

(Fonte: Wikipédia)

É por isso que, assim como em Portugal há betedecas, no Brasil há gibitecas.


Ilustração de Adriano Pinheiro



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Uma onça





A onça-pintada (Panthera onca), também conhecida como jaguar ou jaguaretê é um grande felino, do gênero Panthera, e é a única espécie Panthera encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo após o tigre e o leão, e o maior do Hemisfério Ocidental.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma receita de pastéis de Belém

Fotografia de Charclam

Reparem no prato da fotografia. Lê-se "Pastéis de Belém. Desde 1837". Com efeito, é em Belém, perto de Lisboa, onde fica o melhor lugar do mundo para saborear estes deliciosos bolos portugueses, que vão saindo quentinhos dos fornos, e a que é muito difícil resistir. Também são conhecidos como pastéis de nata.

Se ainda não experimentaram, podem tentar pedir às mães ou às avós para seguirem esta receita e desfrutar a família toda lá em casa. 

Não se esqueçam deste vocabulário:
banha = manteca; barrar = untar; forma, forminha = molde,

Para a massa:
Farinha, 250g
Manteiga, 125g
Banha, 75g
Sal, 1 colher de café


Peneira-se a farinha com o sal para um tigelão e amassa-se com água fria, apenas a necessária para formar uma bola ligada, que se deixa descansar 10 minutos. Bate-se a manteiga juntamente com a banha com uma espátula de madeira e mete-se no frigorífico também durante 10 minutos. Estende-se a massa sobre a pedra da mesa com o rolo de madeira , formando um quadrado, que se barra com metade da mistura manteiga-banha. Dobra-se ao meio, põe-se sobre uma tábua e mete-se no frigorífico durante outros 10 minutos. Torna-se a estender, barra-se com o resto das gorduras e enrola-se, formando um rolo como um salame. Corta-se em 24 pedaços iguais e mete-se cada um dentro duma forminha pequena. Deixam-se descansar ainda 10 minutos no frigorífico. Moldam-se então dentro das formas os pedaços da massa, puxando-a para fora com os dedos molhados em água fria, para forrar as formas do fundo e dos lados, formando assim as caixas dos pastéis. Deve comprimir-se a massa com os polegares de baixo para os lados, de modo a deixá-la francamente mais fina no fundo.

Para o recheio:
Nata, ½ l
Gemas, 8
Açúcar, 150g
Farinha, 10g

Desfaz-se a farinha na nata aos poucos para não formar grumos e bate-se com as gemas e o açúcar. Leva-se ao lume, mexendo sempre, até quase levantar fervura. Vaza-se nas forminhas forradas com a massa, só até ¾ e tendo o cuidado de não sujar as beiras da massa com o creme. Cozem-se em forno muito quente e, querendo, antes de servir polvilham-se com açúcar em pó e canela.

Vão gostar!

Passeio à frente da famosíssima Fábrica dos Pasteís de Belém, em Belém, é claro
(Fotografia de John Montague)



segunda-feira, 16 de maio de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Palácio da Pena, em Sintra






Apareceu  Palácio da Pena num diálogo do livro, mas não havia fotografia nenhuma. Para que vocês tenham uma ideia de como é este palácio, eis três.

O Palácio da Pena é em Sintra, uma cidade do distrito de Lisboa.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uso diferente do verbo ser em português

Luanda, capital de Angola


O uso dos verbos ser e estar coincide em geral entre o espanhol e o português, mas reparem nesta excepção. Para expressar a situação de um sujeito fixo, emprega-se em espanhol o verbo estar, mas o verbo ser em português.

ESPANHOL: Évora está en el Alentejo. Luanda está en Angola. Los Alpes están en Europa. La carnicería está en aquella calle. La playa está lejos de aquí.

PORTUGUÊS: Évora é no Alentejo. Luanda
é em Angola. Os Alpes são na Europa. O talho é naquela rua ali. A praia é longe daqui.



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Esta rua

Um chafariz


Esta rua é um bosque
que se chama solidão,
dentro dela está um anjo
que robou meu coração.

Esta rua é comprida,
é comprida e mete graça,
tem um chafariz no meio,
dá de beber a quem passa.

Esta rua tem pedrinhas,
hei-de mandá-las varrer
com uma vassoura de prata,
que de ouro não pode ser.

Esta rua tem pedrinhas,
hei-de mandá-las tirar
e alcatifá-la de rosas
para o meu amor passar.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um rato esperto


Estão a ver? Sem dúvida, este rato é muito esperto, e por isso chegou antes ao queijo.

Já reparam num dos falsos amigos: rato é "ratón". Bem, mas esperto é o que? "Experto"? Não, é como o espanhol "listo", "espabilado"... Mais um falso amigo para aprender, porque rato já conheciam. 


E para dizer "Voy a jugar un rato" devem dizer Vou brincar um bocado.